[[legacy_image_91078]] Na última semana, durante a cerimônia de assinatura de quatro contratos fiscais de investimento no valor de 141 milhões de euros, no Centro Cultural de Belém, o primeiro-ministro português Antônio Costa salientou que “todas as previsões” apontam para uma retomada da vida cotidiana sem restrições no final do verão europeu. Apesar de uma nova onda estar ameaçando novamente a Europa, a vacinação no país está bem acelerada e a imunidade de grupo deve ser atingida em breve. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Portugal conta ainda com algumas restrições, tendo alguns concelhos recuado ao toque de recolher depois das 22h30 devido ao aumento da cepa indiana, que representa quase 98% dos casos de transmissibilidade em Portugal. Junto com a retomada o governo pretende também aquecer a economia e neste âmbito as expectativas são as melhores possíveis. O primeiro-ministro exaltou que nos três primeiros meses de 2021 Portugal bateu todos os recordes de investimento estrangeiro, atingindo valores que não eram vistos desde 1999. “Nós temos já em execução um conjunto de investimentos que assegurarão o crescimentos sustentado da economia portuguesa, a manutenção de postos de trabalho e a criação de mais e melhores postos de trabalho no futuro, essenciais para absorver o desemprego criado pela pandemia”, destacou. Estas palavras serviram também de alento aos portugueses, já que antes moderado e na direção oposta do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que rejeitou recentemente uma volta ao confinamento, Antônio Costa, que havia dito que nem o presidente poderia garantir a impossibilidade de um novo recuo, se mostra agora também confiante em um novo recomeço ainda em 2021. Mas vale lembrar que tal mudança de discurso de Antônio Costa pode estar ligada a sua queda de popularidade em ano de reeleição. Segundo pesquisa da Aximage para o Jornal de Notícias, Diário de Notícias e Rádio TSF, Costa e Marcelo perderam apoio no mês passado. O que pode ser explicado, em parte, pela falta de unidade entre ambos na questão pandêmica, daí uma possível mudança de discurso em relação ao fim da pandemia no país. Certo é que inicialmente, os especialistas entenderam que a imunidade de grupo poderia ser alcançada em meados de setembro, quando 70% da população estivesse vacinada. Atualmente, o índice ronda os 46% já com as duas doses da vacina administradas. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, já foram registrados mais de 205 milhões de infecções, com o vírus a provocar a morte a 4,3 milhões no mundo. Portugal registra 17.525 óbitos desde o início da pandemia, em março de 2020, entre 995.949 contaminados.