[[legacy_image_18627]] Após três semanas angustiantes com a disparada e recordes sucessivos de mortes e contágio por covid-19, Portugal voltou a “nadar” contra a corrente do restante da Europa, que vê um aumento significativo dos números da pandemia. O país novamente baixou os casos da doença depois de um longo período de confinamento. E no último dia 11, o presidente Marcelo Rebelo de Souza foi à televisão anunciar as estratégias do plano de desconfinamento gradual, dividido por fases, dentro de cinco níveis de classificação de riscos de contágio, e com planos nacionais e regionais. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Os cinco níveis indicam os tipos de medidas restritivas a serem tomadas em cada região. O nível um é o mais baixo, portanto, o que tem menos medidas de restrição. Todos os conselhos devem começar com o nível 4 e avaliações feitas de 15 em 15 dias atualizam o nível de cada lugar. As medidas, que entraram em vigor na segunda-feira, estabeleceram a retomada das atividades presenciais do ensino pré-escolar e infantil. Os alunos do 1º e 2º ciclos básicos de ensino só devem retornar às aulas presenciais nos conselhos que estiverem classificados com o nível 3, enquanto que os alunos do 3º ciclo só retornam nos lugares que estiverem com o nível 2 de contágio. Os alunos universitários só devem voltar às aulas presenciais quando o nível 1 for alcançado e, mesmo assim, com medidas de isolamento e uso de máscaras. Em relação à atividade laboral, a recomendação continua sendo o teletrabalho. A retomada a todos os serviços que possuam contato direto com o público deve ocorrer somente quando o nível 1 for alcançado. As atividades que não têm contato com o público podem ser retomadas com o nível 3, mas sempre com horários reduzidos – durante a semana, até as 21 horas, e nos finais de semana, até as 13 horas. Após esses horários, somente as atividades comerciais em regime de take away ou delivery. O comércio e os restaurantes, durante o nível 4, devem continuar fechados e com serviço de entrega, mas com alguma flexibilização nos horários. No nível 3, deve ser permitida a exploração de esplanadas ao ar livre, desde que respeitados os distanciamentos e as outras medidas de segurança e com no máximo quatro pessoas por mesa. Nos limites inferiores, a utilização dos espaços internos será liberada sempre com as regras de segurança. Em relação aos transportes públicos nos níveis 3 e 4, deve-se manter a utilização de apenas 25% da capacidade total, subindo para 50% nos níveis mais baixos. Quanto aos transportes de menores dimensões, como táxis, ubers e empresas de passeio turístico, a ocupação deve ser sempre de dois terços da capacidade total em todas as fases de risco. Até para o convívio familiar existem regras. Durante as fases 4 e 5, deve-se limitar apenas ao agregado familiar. Nos níveis 2 e 3, será permitido o ajuntamento de mais seis pessoas exteriores ao agregado familiar. E no nível um, tá liberado o churrasco, desde que seja com no máximo dez pessoas de fora do agregado e com as devidas condições de distanciamento e uso de máscaras. E se por um lado sobram regras, por outro faltam vacinas. O plano de vacinação segue a passos lentos. Recentemente, o país atingiu a marca de 1 milhão de doses administradas, o que é muito pouco. Israel, que tem quase a mesma população que Portugal e começou a vacinar junto com o país luso, pagou quase o dobro por cada dose da vacina da Pfizer e já vacinou cerca de 65% do seu povo, enquanto Portugal segue a volta dos 10%. Com uma média diária de 25 mil doses, Portugal é o 16º país europeu com mais vacinas administradas, o que é muito pouco para quem quer ser referência no combate ao vírus.