[[legacy_image_52643]] Além do novo surto de covid-19, chamado de “a terceira onda”, o Japão vive um período pré-eleições municipais repleto de escândalos de corrupção. A opinião contrária à realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o descontentamento com a lenta vacinação, e a campanha ineficaz em fazer o povo distanciar-se socialmente podem ser decisivos para o futuro da política. Depois dos municípios, a próxima eleição deste ano é para a “câmara baixa”, o parlamento japonês, que elege o primeiro-ministro. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O futuro de Yoshihide Suga e o legado de Shinzo Abe, ambos do partido liberal democrata, está em jogo. Apesar do grande transtorno causado pela pandemia de coronavírus, a economia japonesa consegue se manter estável, de modo geral, com crescimento projetado de 5,8% neste ano, de acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), que estimou meros 2,6%, no relatório passado. Em um caso que danifica seriamente a imagem do primeiro-ministro anterior, Abe, a parlamentar Anri Kawai, 46, foi oficialmente desligada do cargo esta semana, quase um ano após a denúncia de compra de votos distritais. Ela é acusada de distribuir 30 mil ienes (cerca de R\$ 1.400) para 14 pessoas fazerem campanha no dia da eleição. O valor é o dobro do limite permitido. O escândalo tornou-se maior após a vitória de Kawai. Entre políticos na ativa ou apenas influentes, foram distribuídos cerca de 300 mil ienes (quase R\$ 14.000) para cada um dos 42 políticos ligados ao partido liberal democrata (PLD), como “um presente de Abe”, apoiador de sua campanha. No momento em que a demanda por vacinas é enorme e o Japão não consegue imunizar com rapidez. Até agora, apenas 3% da população foi imunizada, devido à burocracia, como a lei que impede enfermeiras de aplicar vacina, leis severas de segurança sanitária e de aprovação de novas vacinas. Há também uma desistência em massa de voluntários nos Jogos Olímpicos de Tóquio e uma forte campanha da oposição nas eleições indiretas marcadas para o dia 22 de outubro, em todo o país.