Vendas devem crescer pelo menos 2% (Vanessa Rodrigues/AT) Não só os pequenos devem ficar felizes com o Dia das Crianças. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, os comerciantes locais podem esperar crescimento de pelo menos 2% nas vendas em relação ao ano anterior. O valor médio do presente deve ficar em R\$ 200,00. O presidente da instituição, Omar Abdul Assaf, vê com alento as perspectivas de compras neste início de quarto trimestre — o último do ano e marcado também pelo Natal, principal data comercial do ano. Segundo ele, nos últimos meses, o crescimento do mercado de apostas digitais tem tirado clientes do comércio (leia mais abaixo). Em pesquisa feita com 200 consumidores entre 9 e 20 de setembro, os brinquedos (82%) ainda são o item mais procurado para presentear, seguidos por roupas (65%), calçados (61%) e eletrônicos (45%, em alta). Nas respostas, pôde-se escolher mais de uma opção. “As crianças também pedem eletroeletrônicos, o que faz o tíquete médio (valor da compra) subir”, afirma Assaf. E “temos brinquedos eletrônicos, aqueles jogos eletrônicos, por exemplo, que são mais caros”. Lojistas se preparam para oferecer o melhor serviço e, principalmente, menor preço. Afinal, conforme a pesquisa do sindicato, o valor do produto é o que mais influencia decisões de clientes: 91% priorizam promoções e descontos na hora de escolher a loja para comprar o presente. A oferta de produtos novos ou diferenciados foi mencionada por 37% dos entrevistados, e o bom atendimento, por 35% dos entrevistados. “Hoje, a Baixada Santista tem um dos melhores preços do Brasil, porque a concorrência está muito grande, e isso faz com que as pessoas tenham que concorrer para dar o melhor”, diz Assaf. Por isso, a maioria dos comerciantes (76%) pretende oferecer produtos novos, 50% apostam em promoções, 41% mencionam decoração temática nas lojas, 31% falam em divulgação em mídias digitais, e 28% apontam o treinamento de funcionários como estratégia para atrair consumidores. Ouviram-se 200 lojistas no levantamento. Dinheiro circulando Os clientes citaram suas formas de pagamento preferidas: 68% optarão por usar cartão de crédito, seguidos por cartão de débito (17%), Pix (11%) e dinheiro (4%). Os números foram recebidos com ânimo pela direção do sindicato varejista, pois o comércio foi um dos setores mais afetados pela pandemia de covid-19 e com as vendas pela internet. Mas há outro fator. “Sofremos uma queda de movimento nos últimos dois meses em função dos jogos eletrônicos, que estão tirando muito dinheiro do comércio”, explica o presidente Omar Assaf. “Já causou um grande estrago. Acho que a maior queda de venda que tivemos é em função das apostas eletrônicas, que têm tirado muito dinheiro das pessoas.” Há, no entanto, indicadores positivos na economia nacional, na visão do sindicato. “Agora no mês de outubro, começam as contratações de final de ano, o que significa mais dinheiro circulando na praça.”