[[legacy_image_41261]] Um ônibus do transporte coletivo municipal foi incendiado, na madrugada desta quarta-feira, 5, no bairro Vitória Régia, zona norte de Sorocaba. Dez contêineres de coleta de lixo que estavam nas ruas também foram vandalizados com o uso de fogo. As ações seriam em protesto contra o assassinato do jovem negro André de Jesus Senna, de 27 anos, achado morto com um tiro, domingo, 2, em um rio do bairro. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Familiares acusam integrantes da Guarda Civil Municipal de terem matado o rapaz depois que ele tentou fugir de uma abordagem. A prefeitura e a Polícia Civil apuram as circunstâncias da morte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o ônibus seguia seu itinerário por uma rua do bairro, quando o motorista foi rendido por um grupo armado. Eles o fizeram descer e usaram combustível para atear fogo ao coletivo, que estava sem passageiros. O veículo ficou completamente destruído. Os bombeiros também apagaram as chamas dos contêineres incendiados para evitar que atingissem as casas. Não houve feridos e ninguém foi preso. Por medida de segurança, a Urbes, empresa municipal de transporte, reduziu o número de ônibus nas linhas que atendem o bairro. O veículo incendiado, pertencente a uma concessionária de transporte coletivo, teve perda total. A Polícia Civil vai investigar os ataques. Durante o dia, a Polícia Militar reforçou as rondas no bairro para prevenir novos atos de vandalismo. Ninguém assumiu a autoria dos ataques, mas a polícia vê relação com a morte de Senna. Conforme denúncia dos familiares, o rapaz foi visto pela última vez quando era abordado por uma viatura da Guarda, na quarta-feira passada, 28. Por ser usuário de drogas, segundo os familiares, ele fugiu para uma mata e foi perseguido pelos guardas. Moradores ouviram dois disparos e, em seguida, a viatura deixou o local. O corpo, achado quatro dias depois e retirado do rio pelos bombeiros, tinha uma marca de tiro. Após denúncia da família, a Polícia Civil abriu investigação. A prefeitura, através da Secretaria de Segurança Urbana, abriu um processo de sindicância para que o caso seja apurado. Conforme a pasta, uma análise do GPS das viaturas da Guarda que estavam em serviço quando André desapareceu, indicou que nenhum veículo da GCM esteve no bairro naquele dia.