A cidade de São Paulo confirmou 29 casos de sarampo em 2026, sendo dois deles de origem importada, da Bolívia e da Guatemala. Os outros 27 casos foram registrados entre junho e agosto entre moradores de oito distritos das regiões norte, sul e leste da capital, informou a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Ontem, foram confirmados dois novos casos na cidade: uma bebê de seis meses, com o esquema vacinal incompleto, e um homem de 28 anos. Além dos 29 registrados na capital, há dois casos em São Bernardo do Campo, no ABC, e um em Guarulhos, na região metropolitana. Em 23 das 32 ocorrências no Estado, os pacientes não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam o esquema vacinal incompleto. Os oito distritos da capital que tiveram casos da doença relatados são: na zona norte, Vila Medeiros (8 casos), Vila Guilherme (6), Vila Maria (3) e Jaçanã (1); na zona sul, Jabaquara (2), Água Rasa (1) e Capão Redondo (1); e, na zona leste, Sapopemba (2). Os dois novos casos foram notificados em agosto e estão relacionados a cadeias de transmissão já identificadas e acompanhadas pelas autoridades de saúde. As amostras foram analisadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). VACINAÇÃO Além da vacinação de rotina, a capital paulista realizou uma campanha contra a doença e todos os postos aplicaram a dose de reforço em pessoas de 6 meses a 59 anos. Agora, o reforço está disponível em três distritos da zona norte da cidade: Vila Maria, Vila Medeiros e Vila Guilherme. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios do Estado. A primeira dose da vacina deve ser dada aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses; pessoas de 15 meses a 29 anos devem ter duas doses da vacina contra o sarampo registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas; e pessoas de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose da vacina contra o sarampo registrada na caderneta; trabalhadores da saúde devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade. A dose zero da tríplice viral continua sendo aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que residem em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo.