[[legacy_image_26095]] A atleta sub-16 Verônica Silva Menezes, de 13 anos, morreu depois de inalar gás de desodorante no quarto de casa, nesta quinta-feira (5), em Rio Branco, no Acre. A mãe de Verônica a encontrou já desmaiada na cama. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e, segundo o coordenador, Pedro Pascoal, o chamado foi para atender uma ocorrência de crise convulsiva. Chegando ao local, a equipe acionou o suporte avançado. Foram mais de 45 minutos de procedimentos de reanimação, mas a adolescente não resistiu. O pai de Verônica, o eletricista Moisés Manoel Menezes, afirma que já flagrou a filha inalando o produto uma vez e que havia orientado a adolescente. “Peguei uma vez ela usando isso, aí dei um carão nela e disse que aquilo matava, mas não sabia que matava mesmo, eu só fiz o medo a ela para ver se parava. Quando foi ontem, a mãe dela disse que viu os dois frascos em cima da cama perto dela. Não esperava por isso aí não, jamais”, lamentou o pai ao G1. Conforme o Samu, a atleta teve uma parada cardiorrespiratória por intoxicação. O corpo de Verônica foi levado ao Instituto Médico Legal para os exames cadavéricos e em seguida liberado à família. Familiares e amigos acompanharam o velório da adolescente nesta sexta-feira (6), no Cemitério Morada da Paz, onde foram expostos os troféus e medalhas da menina. O corpo de Verônica foi sepultado às 16h. Perigos da inalação de aerossol O coordenador do Samu alertou sobre as orientações que devem ser dadas aos adolescentes com relação aos perigos desse tipo de atitude. “Fica um alerta aos professores, formadores de opinião e pais. Nós iremos passar isso para a Secretaria de Saúde, tentar formar uma campanha de conscientização da população de que o desodorante aerossol inalado faz o efeito de uma droga ilícita”, afirmou Pascoal. Ele falou, ainda, sobre o que acontece no corpo quando a pessoa inala esse tipo de substância. “Nós sabemos que na composição do aerossol há vários produtos químicos que, quando em contato com nossos glóbulos vermelhos, acabam tirando a molécula de oxigênio e entrando no lugar dela. Uma vez o oxigênio ausente na célula, nós entramos em estado de asfixia. E foi o que aconteceu, provavelmente com a Verônica”, concluiu. * Com informações do G1 Acre