Segundo planejadores financeiros, investir pequenas quantias pode fazer diferença a médio e longo prazoS (Alexsander Ferraz/ AT) A ideia de que é preciso ter muito dinheiro para começar a investir está cada vez mais ultrapassada. Com o avanço da tecnologia e o crescimento das plataformas de investimento, hoje já é possível aplicar valores baixos, como R\$ 100 por mês, e obter retornos reais ao longo dos anos. A chave está em entender os objetivos, o perfil de risco e, principalmente, escolher os produtos certos para quem está começando com pouco capital. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo planejadores financeiros, investir pequenas quantias pode sim fazer diferença a médio e longo prazo. Com R\$ 100 por mês, é possível construir uma reserva sólida, especialmente se o investimento for feito com constância e disciplina, segundo a Associação Brasileira de Planejadores Financeiros). Com o tempo, os juros compostos trabalham a favor do investidor, gerando um efeito multiplicador. Um exemplo prático: aplicando R\$ 100 por mês em um produto que rende 0,8% ao mês (média de um bom CDB ou fundo de renda fixa pós-fixado), ao final de 5 anos o investidor acumularia aproximadamente R\$ 7.500. Em 10 anos, esse valor pode ultrapassar R\$ 18 mil, sem contar aportes extras. Tudo depende da escolha da aplicação e da manutenção do hábito. Onde investir R\$ 100 por mês? Confira a seguir algumas opções recomendadas por especialistas para quem quer começar com pouco: 1. Tesouro Direto (Tesouro Selic ou Tesouro IPCA+) Ideal para iniciantes. Com apenas R\$ 30 já é possível investir. Indicação: Reserva de emergência e objetivos de médio a longo prazo. Vantagens: Baixo risco, liquidez e segurança (título do governo federal). 2. CDBs com liquidez diária e rendimento acima de 100% do CDI Indicados para quem quer segurança com retorno superior à poupança. Indicação: Reserva de emergência e investimentos de até 2 anos. Atenção: Verificar se o CDB tem cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). 3. Fundos de investimento de baixo risco (como renda fixa ou multimercados conservadores) Disponíveis em corretoras digitais, alguns aceitam aportes a partir de R\$ 50. Indicação: Quem busca diversificar com ajuda de gestão profissional. Atenção: Fique de olho nas taxas de administração e performance. 4. ETFs (fundos de índice) via corretora digital É possível comprar frações de cotas que seguem índices como Ibovespa, S&P 500 ou Nasdaq. Indicação: Investidores de longo prazo com perfil moderado. Vantagens: Diversificação com baixo custo e exposição internacional. 5. Investimento em conhecimento: cursos, certificações, educação financeira R\$ 100 por mês também pode significar investir em você mesmo — seja por meio de cursos online, leitura de livros ou plataformas de estudo. Indicação: Quem quer ganhar mais, melhorar carreira ou até empreender. Retorno: Não é financeiro imediato, mas pode ser exponencial a longo prazo. O que evitar com pouco dinheiro Especialistas alertam para os riscos de entrar em pirâmides financeiras, promessas de ganhos rápidos ou “apostas” em criptomoedas sem conhecimento. “Não existe milagre. Com pouco dinheiro, o foco deve ser em segurança, conhecimento e regularidade. O retorno virá com o tempo e os juros compostos”, reforça a planejadora Paula Assunção, da XP Educação. Outro erro comum é desistir por achar que R\$ 100 não faz diferença. “Começar pequeno é melhor do que não começar. O importante é criar o hábito de investir, e isso pode mudar sua vida financeira no futuro”, completa.