[[legacy_image_18234]] Quem tem pets em casa deve estar cheio de dúvidas neste momento de pandemia. A primeira informação importante e que pode representar um alívio a muita gente é que não há evidências do contágio da Covid-19 para bichinhos. Uma nota lançada recentemente pelo Comitê Científico e de Saúde Única da Associação Mundial de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA, em inglês) reforça não haver estudos e ocorrências que comprovem que cães e gatos possam ser uma fonte de transmissão do novo coronavírus entre as espécies ou para seres humanos. No entanto, quem for diagnosticado com a doença deve adotar algumas precauções, diz a veterinária Adriana Souza dos Santos, clínica geral da AmahVet. “O melhor é restringir o contato, pedindo para algum familiar cuidar do animal. Caso não seja possível, antes e depois de interagir com ele, lave bem as mãos e use máscara, conforme orientação da WSAVA”. Outro ponto de interrogação que tem surgido na cabeça de donos de pets é quanto aos passeios, já que existe a recomendação para idosos não saírem de casa de jeito algum e pessoas de outras faixas etárias reduzirem as idas às ruas. Para a médica veterinária, as saídas podem continuar a acontecer de forma rápida e o importante é procurar lugares sem aglomeração, higienizar bem as mãos e evitar contato com terceiros. Atividades extras Outras ideias, como frisa o médico veterinário Alexandre Fakih Cascardi, são simular corridas de um local a outro (sala até o quarto, por exemplo), motivando o exercício físico. Quando o animal chegar em casa, limpe as patinhas e o pelo dele com água e sabão ou lenço umedecido antisséptico. Por fim, mantenha a saúde oral do pet em dia, com escovação dos dentes e banhos semanais ou quinzenais. “Para a casa, podemos fazer uso de desinfetantes à base de amônia quaternária diluída conforme recomendação do fabricante”, explica Cascardi.