A prisão do suspeito foi resultado de investigações que duraram semanas ( Marcello Casal Jr./Agência Brasil ) Em um episódio que poderia facilmente ser confundido com um roteiro de filme de baixo orçamento, um agiota de 43 anos foi preso nesta quinta-feira (18), no Bairro Bigorrilho, em Curitiba, sob a suspeita de cometer o crime de agiotagem e exigir favores sexuais como forma de pagamento. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Paraná, que, ao que parece, ainda se surpreende com a criatividade dos criminosos locais. Segundo informações da polícia, o homem oferecia empréstimos a juros exorbitantes e, ao invés de cobrar os valores devidos em dinheiro, exigia favores sexuais das vítimas como forma de quitação da dívida. A prática, no mínimo, inusitada, foi descoberta após denúncias anônimas que alertaram as autoridades sobre a situação. A prisão do suspeito foi resultado de investigações que duraram semanas, durante as quais a polícia coletou evidências suficientes para efetuar a detenção. O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando os desdobramentos legais do caso. Este incidente lança luz sobre as práticas de agiotagem em Curitiba, que, aparentemente, estão longe de seguir métodos tradicionais. A criatividade do suspeito em buscar formas alternativas de cobrança levanta questões sobre os limites da ética e da legalidade no mundo do crime.