(Fabricio Costa / AT) O Brasil dá um passo audacioso rumo à transformação da TV aberta com o anúncio oficial da TV 3.0. Regulamentada em agosto de 2025, a tecnologia promete elevar a experiência do telespectador com qualidade de imagem em 4K (chegando a 8K), som imersivo, navegação por aplicativos e interatividade até então inédita em canais tradicionais, mantendo a gratuidade e acessibilidade do sinal aberto. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O que é TV 3.0 e como vai funcionar? A TV 3.0 é a evolução da televisão digital (TV 2.0), ampliando sua abrangência com recursos que mesclam a transmissão por sinal aberto com funcionalidades conectadas à internet. O modelo permite a integração de apps diretamente na tela da TV, conteúdos sob demanda — como séries, jogos e programas extras — e interação, como enquetes em tempo real e compras online. O desenvolvimento técnico ficou a cargo do Fórum SBTVD, com apoio de universidades e do Ministério das Comunicações, obedecendo ao Decreto 11.484/2023 e prazos estabelecidos até final de 2024 para especificação, testes e regulamentação. Principais inovações e diferenciais Resolução de imagem: da Full HD para 4K nativo, com possibilidade de 8K via internet. Cores, nitidez e contraste terão salto qualitativo com HDR avançado. Áudio imersivo: som com múltiplos canais permitindo seleção de ambientes — imagine ouvir apenas a plateia ou o microfone do cantor em shows. Interatividade real: além da navegação tipo "streaming", o público poderá responder enquetes, mudar ângulos de câmeras em programas ao vivo, e até realizar compras direto da tela. Acessibilidade digital: legendas customizáveis, audiodescrição, tradução em libras e integração de serviços públicos digitais via TV — como saúde e educação. Especialistas e contexto internacional O padrão adotado é baseado no global ATSC 3.0, ou “NextGen TV”, já empregado em países como Coreia do Sul, Canadá, Jamaica e Estados Unidos — onde 76% dos lares já têm acesso ao sinal. O que muda para quem assiste e para o mercado Consumidores: terão uma experiência mais imersiva, dinâmica e interativa com a TV aberta, sem precisar migrar forçosamente, mas com opções de navegação novas e acesso a serviços públicos. Emissoras: ganham novas possibilidades de conteúdo, receita e segmentação publicitária — além de se alinharem ao digital e reinvenção da audiência. Setor tecnológico: abre espaço para produção de conversores, Smart TVs compatíveis, apps de emissoras e serviços públicos integrados — fortalecendo a indústria nacional e parcerias público-privadas.