[[legacy_image_167534]] Xangai anunciou nesta sexta-feira (8) um recorde de 21.000 novos casos e um terceiro dia consecutivo de testagem de covid, enquanto o lockdown imposto a seus 26 milhões de habitantes não mostrou sinais de arrefecimento e outras cidades chinesas intensificavam restrições, mesmo em lugares sem infecções recentes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Autoridades de Pequim decidiram intervir em Xangai após o fracasso em isolar a covid com a aplicação do lockdown em etapas, e insistem que o país mantenha sua política de tolerância zero para impedir que o sistema médico entre em colapso. Autoridades em toda a China, país que conseguiu manter a covid sob controle nos últimos dois anos, estão intensificando as medidas de controle do coronavírus, incluindo restrições de movimento, testes em massa e novos centros de quarentena. Pequim reforçou a triagem regular nos principais setores da cidade, exigindo que todos os funcionários de agências de assistência a idosos, escolas e instituições que lidam com produtos importados façam testes pelo menos uma vez por semana. No condado de Shizong, na província de Yunnan, sudoeste da China, lojas foram fechadas, o transporte suspenso e moradores impedidos de deixar suas cidades ou vilarejos. O instituto Nomura estimou esta semana que 23 cidades chinesas implementaram lockdowns totais ou parciais, locais que coletivamente abrigam cerca de 193 milhões de pessoas e contribuem com 22% do PIB da China. Isso inclui Changchun, um importante centro de fabricação fechado por 28 dias. Caso o lockdown de Xangai continue ao longo de abril, a cidade sofrerá uma perda de 6% no PIB, o equivalente a uma perda de 2% do PIB para a China como um todo, disse em nota a economista-chefe do ING para a Grande China, Iris Pang.