[[legacy_image_144233]] Com a alta das temperaturas, tutores de cachorros devem ficar atentos para não expor os animais ao calor excessivo. A veterinária responsável pela Coordenadoria de Defesa da Vida Animal de Santos (Codevida), Karoline Castro, explica que a temperatura corpórea dos cães é mais alta do que a das pessoas, e eles sofrem mais no verão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Karoline diz que algumas medidas podem ajudar a amenizar o calor dos cães, como pôr um cubo de gelo no pote de água, jogar água no chão do quintal (caso o animal fique por lá) e deixar um ventilador ligado, se possível. No passeio com os cães, ela indica que o tutor ponha a mão ou o pé no asfalto antes de andar com eles, para verificar se está quente. A responsável pela Codevida explica que, se a pessoa conseguir suportar a temperatura por alguns segundos, provavelmente o animal também aguentará. Porém, “se o cão estiver levantando a patinha na caminhada, se estiver correndo para a sombra, é um sinal de que está quente” e o animal poderá sofrer queimaduras. “Já vi queimadura de segundo grau na patinha, cão esquecido no sol. A queimadura cria bolhas nas patas. Fica praticamente igual à nossa queimadura.” Karoline reforça que os cães não devem ser deixados dentro de carros estacionados, mesmo com vidros abertos, em dias de forte calor: a temperatura interna do veículo sobe muito. Sofrem maisO veterinário Eduardo Filetti afirma que algumas raças de cachorros sofrem mais do que outras com o calor, devido às características físicas deles. “Com os cães de pelo curto, é mais tranquilo. As raças de pelo longo e braquicefálicas (de focinho encurtado), como pug, boxer e buldogue, têm mais sensibilidade ao calor. Os cães não possuem muitas glândulas sudoríparas (para transpiração) (...). Então, o sistema de regular temperatura é pela boca. O cão se esforça muito, pois precisa respirar e controlar a sensação térmica.” Filetti também indica que em dias de calor, o ideal é evitar andar com os cachorros das 9 às 18 horas, quando a temperatura é mais elevada. Caso haja queimaduras, Filetti diz que o ideal é levar o cão a um veterinário, que poderá ministrar antibióticos e anti-inflamatórios ao animal. CuidadoA funcionária pública Eliana Gonçalves, de 56 anos, conta que já adota algumas medidas para aliviar o calor do cãozinho Augusto. “Além de deixá-lo perto do ventilador, nós fazemos em casa um sorvetinho, congelando água de coco em formas de gelo. (...) Também compramos um tapete gelado na pet shop e trocamos a água várias vezes no dia, para ficar fresca sempre”, descreve. Ela também conta que evita sair com ele antes das 17 horas. Por isso, o cão nunca teve problemas.