[[legacy_image_72814]] Para enfrentar a pandemia, muitas pessoas têm adotado, ultimamente, as face shields - a proteção de plástico transparente para todo o rosto - e as máscaras com válvulas que filtram a entrada do ar, por entenderem que são mais seguras. Mas um estudo publicado nesta terça-feira (3) na revista Física de Fluidos, na Universidade Florida Atlântico, indica que as máscaras tradicionais são mais eficientes. Simulações de espirro e tosse, feitas em laboratório, apontam que a face shield bloqueia as secreções, mas gotículas passam sob o visor com facilidade e se espalham por uma grande área. Siddhartha Verma, autor do estudo, adverte que "potencialmente, ela pode levar à contaminação". "Nosso foco foram as gotículas menores, porque elas podem ficar em suspensão por muito tempo e podem conter uma quantidade suficiente de partículas do vírus para transmitir a doença", acrescentou Verma. A pesquisa sugere, enfim, que para minimizar a disseminação da covid-19 é preferível usar as máscaras tradicionais de tecido cirúrgico, em vez das face shield ou das máscaras com válvulas.