[[legacy_image_102425]] O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, disse que o Município não exigirá mais a assinatura de um termo de consentimento para quem receber doses de vacinas contra a covid-19 de marcas diferentes. A declaração foi dada em entrevista à rádio Eldorado na manhã desta terça-feira (14). Por falta de vacinas, a cidade está aplicando a segunda dose da Pfizer em quem recebeu a primeira da AstraZeneca. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Aparecido diz que o termo leva tempo para ser preenchido e assinado, atrasando a vacinação. "As pessoas já têm um conhecimento muito amplo a respeito da falta de AstraZeneca e do sucesso do intercâmbio de vacinas", afirma. A "mistura" de vacinas de marcas diferentes é uma estratégia segura e eficaz, segundo especialistas. De acordo com o secretário, a ordem para preencher e assinar o termo constava em um instrutivo do Governo do Estado publicado no último sábado (11). "Hoje (terça) pela manhã nós recebemos um novo instrutivo tornando esse termo facultativo. Não é mais obrigatório", afirma. Na tarde de segunda-feira (13), a Secretaria Estadual de Saúde tinha dito, em nota, que o documento não seria de preenchimento obrigatório. O Estado afirmou também que o objetivo do documento é informar ao cidadão sobre a estratégia de imunização com vacinas diferentes. O desabastecimento da vacina da AstraZeneca em São Paulo começou na última quinta-feira (9). Na sexta-feira (10), o imunizante já havia sumido dos postos da Capital. Outras unidades da federação, como Maranhão, Pernambuco e Rio de Janeiro, sofrem com o mesmo problema. A falta de doses levou esses estados a adotarem o esquema heterólogo de vacinação. Nas cidades em que não há mais AstraZeneca, a imunização pode ser completada com a Pfizer. Em São Paulo, a medida vale para quem precisa receber a segunda dose até esta quarta-feira (15).