[[legacy_image_280112]] Nesta segunda-feira (10) é comemorado o Dia da Pizza. E são poucas as pessoas que dizem não gostar da redonda. Napolitana, calabresa, portuguesa, frango com queijo… E mais um leque de sabores que podem ficar ainda mais gostosos com uma boa companhia. De acordo com a jornalista de A Tribuna Fernanda Lopes, especializada em Gastronomia e editora do Boa Mesa, há registros com mais de 5 mil anos que remetem à massa com os povos babilônios, hebreus e egípcios. Segundo ela, naquela época, a massa que hoje se assemelha aos pães árabes era conhecida como “pão de Abraão” e recebia o nome de piscea. Segundo a Associazione Verace Pizza Napoletana, foi no século 18 que a pizza começou a ganhar forma, na Itália, com a junção da massa com tomates. Mas há quem diga que ela só começou a ser usual uns bons anos depois. Até o século 19, a pizza que hoje é tão popular era considerada alimento de pobres e não tinha boa fama. Inclusive, em 1831, o inventor do telégrafo, Samuel Morse, disse que era ‘uma espécie de bolo repulsivo’, A jornalista Fernanda Lopes conta que, apesar da má fama, alguns membros da aristocracia até gostavam da massa. Era o caso da rainha italiana Margherita, esposa do rei Umberto I. “A lenda conta que, cansados da comida francesa, mandaram chamar o pizzaiolo Raffaele Esposito, da Pizzeria Brandi (que existe até hoje em Nápoles), para que ele preparasse pizzas”. E foi aí que surgiu um dos sabores mais conhecidos de pizza, a Margherita, com tomate, muçarela e manjericão. Mas foi após a Segunda Guerra Mundial que a pizza ganhou popularidade em outros lugares. Os soldados dos Estados Unidos e da Inglaterra adoraram a pizza. Os migrantes e imigrantes italianos também levaram a pizza para outras partes da Itália e, posteriormente, para o mundo. SantosTrabalhando há mais de 60 anos com pizzas, Américo Carreira Vieira, da Cantina Babbo Americo, relembra o início de sua história que, para ele, sempre foi muito boa. “Tanto que trabalhamos com pizzas até hoje”, conta. “É um prazer fazer o que gosto. Aprendi, gostei e sei que tenho a aprender ainda, Tive bons mestres”. Para Thiago Morozetti, sócio da Big Pizzas, a pizza é um símbolo que marca vários momentos, como conquistas e celebrações. “Estar envolvido indiretamente na vida de tantas pessoas é muito gratificante”, conta. Já para João Eduardo Gomes, do Seu Gonzaga Pizzaria, trabalhar com pizzas significa muito. “É uma satisfação imensa fazer parte de mais um pedacinho dessa rica história, peculiar e maravilhosa da pizza que o santista tanto ama”. Arte de fazer pizzaE para quem põe a mão na massa literalmente? O pizzaiolo Sebastião Marine trabalha com pizzas há 18 anos, desde que veio de Minas Gerais para São Paulo. Para ele, uma pizza precisa muito mais do que bons ingredientes para ser incrível. “Eu acho que, antes de tudo, precisamos colocar cuidado, carinho e amor. E aí sim colocamos os outros ingredientes”, explica. Segundo ele, a maior satisfação é ver um cliente feliz com o seu trabalho. “Indiretamente, acabamos fazendo parte dos momentos felizes de muitas pessoas e isso é muito bom”.