Os detalhes do incêndio que provocou 14 mortes na segunda-feira (1º), em um submarino de pesquisas da Marinha russa, não serão divulgados por sigilo de Estado, anunciou nesta quarta-feira (3) o Kremlin. Posteriormente, o Ministério da Defesa publicou nomes e fotografias das vítimas, que, segundo o comunicado oficial, salvaram “seus camaradas e o submarino” às custas de suas vidas. Este acidente lembra a tragédia do submarino a propulsão nuclear Kursk, que afundou com 118 homens a bordo em 12 de agosto de 2000, quando começava o primeiro mandato de Vladimir Putin. “Esta informação não pode se tornar pública em sua totalidade. Está na categoria sigilo de Estado”, afirmou o porta-voz de Kremlin, Dmitri Peskov. Quatorze marinheiros, entre eles sete capitães de primeiro escalão (o grau mais elevado dos oficiais de navegação), morreram na segunda-feira intoxicados pela fumaça provocada por um incêndio em um misterioso submarino destinado, segundo a versão oficial, ao estudo do fundo dos oceanos.