[[legacy_image_277532]] Até meados de 1990, a sigla GLS era usada para definir gays, lésbicas e simpatizantes da causa homossexual. Tempos dois, ela passou por uma nova transformação, resultando em LGBT com o intuito de geral visibilidade aos bissexuais, transexuais e travestis. Porém, a luta constante pela representatividade pediu novas mudanças. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O símbolo matemático de mais também foi incorporado à sigla, projetando novas alterações. Hoje, a nomenclatura cresce e ganha espaço com quase 10 letras: LGBTQIAPN+. Para a socióloga Stela Cristina de Godoi, a transformação reflete as mudanças sociais e traz uma reflexão sobre o assunto neste Dia do Orgulho LGBT+, celebrado nesta quarta-feira (28). Ela explica que a sigla não deve ser vista apenas como um rótulo ou uma etiqueta colocada na testa das pessoas, mas que ela deve ser respeitada em sua diversidade como resultado de uma demanda de indivíduos que não estavam confortáveis com nomenclaturas anteriores. Segundo apurado pelo G1, a sigla busca representar diferentes grupos por sua diversidade, no que diz respeito às características físicas, ligado ao sexo biológico, a identidade de gênero, e por fim, a orientação sexual. Juntos, estes três fatores se distribuem da seguinte forma: L - lésbicas: pessoas que se identificam como femininas e se relacionam com outras do mesmo gênero;G - gays: pessoas que se identificam como masculinas e se relacionam com outras do mesmo gênero;B - bissexuais: pessoas que se relacionam com os gêneros femininos e masculinos;T - transexuais e travestis: pessoas que não se identificam com o gênero atribuído no nascimento;Q - queer: pessoas que não se identificam com os padrões impostos pela sociedade e que preferem não se limitar em um único gênero ou orientação sexual;I - intersexo: pessoas que possuem características biológicas dos sexos feminino e masculino ao mesmo tempo;A - assexuais: pessoas que não têm atração sexual; não há relação com falta de libido, questões biológicas ou de ordem psicológica, como traumas;P - pansexuais: pessoas que se relacionam com outras de todos os gêneros, incluindo femininos, masculinos e não-binários;N - não binários: pessoas que não se identificam com o gênero feminino ou masculino, podendo se identificar com mais de um ou nenhum. A segunda metade da sigla é a mais recente e ganhou força nos últimos cinco anos. Exatamente por se tratar de uma construção social, a comunidade LGBTQIAPN+ está sempre aberta às novas formas de diversidade. Isso explica o surgimento de novas letras e até mesmo a mudança das que já existem.