[[legacy_image_102422]] O presidente russo, Vladimir Putin, entrou em um período de autoisolamento nesta terça-feira (14), após a confirmação de que pessoas de seu entorno testaram positivo para covid-19. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O anúncio foi feito pelo Kremlin, em uma transcrição de uma ligação entre Putin e o presidente do Tajiquistão, Emomali Rahmon, onde o líder russo afirmou que participará de uma reunião da Organização de Cooperação de Xangai, planejada para o final desta semana na capital tajique, Dushanbe, virtualmente. "Devido a casos identificados de coronavírus em seu entorno, Vladimir Putin deve respeitar um regime de autoisolamento durante um certo período de tempo", diz um comunicado do Kremlin, acrescentando que o presidente está "absolutamente saudável". O porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, afirmou que Putin foi submetido a um teste de detecção do vírus, mas o resultado não foi divulgado até o momento. Desde o início da pandemia, as autoridades russas tomaram medidas excepcionais para proteger o presidente, de 68 anos, que foi imunizado com a vacina de fabricação russa Sputnik V. Antes de se reunirem com o presidente, líderes estrangeiros, jornalistas e funcionários de alto escalão tiveram de passar por um autoisolamento. Putin se reuniu com o presidente sírio, Bashar Assad, e com os atletas russos que voltaram dos Jogos Paralímpicos de Tóquio na segunda-feira (13). Assad disse que ele e sua mulher se recuperaram da covid-19 em março. A Rússia está entre os mais atingidos pela pandemia da covid-19. De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, o país é foi o 8º do mundo a registrar mais casos ativos da doença nos últimos 28 dias. O cenário é ainda pior quando considerado o período total da pandemia, com mais de 7 milhões de casos confirmados - número superado apenas por Estados Unidos, Índia, Brasil e Reino Unido - e mais de 190 mil mortos.