[[legacy_image_271203]] Depois de um dia de paralisação e, protestos na Prefeitura e na Câmara - que interromperam a sessão desta terça (30) - os educadores da rede municipal de Cubatão decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a partir da próxima segunda-feira (5). Além disso, um grupo de 15 professores decidiu não sair da Câmara e ficar em vigília dentro do Plenário da Cidade até a tarde desta quarta-feira (31), às 15 horas. Para esse horário está marcada uma reunião com o Governo Municipal. Eles querem uma resposta da Administração sobre o pedido de pagamento do piso do magistério para as professoras de creche. O objetivo do movimento é pressionar o governo a cumprir a lei federal do Piso Nacional do Magistério e regularizar a jornada para professores de Ensino Fundamental 2. Segundo o Sindicato dos Professores Municipais de Cubatão (SindPMC), hoje esse segmento se aposenta com metade do que ganha na ativa, embora os docentes tenham contribuído a vida inteira por jornada de 200 horas. Além disso, eles têm cortes de até 50% nos salários quando se afastam por licença médica. O Sindicato também relembra que a pauta de reivindicações da categoria foi entregue ao Governo em 24 de janeiro e, desde então, o prefeito Ademário Oliveira (PSDB) se recusa a abrir formalmente as negociações dentro da Campanha Salarial. "Após 3 meses de espera por diálogo e de reuniões desmarcadas minutos antes do horário agendado, os educadores fizeram uma paralisação de 24 horas no dia 23 de maio, outra nesta terça-feira (30) e agora a paciência acabou. Queremos voltar a trabalhar, pois amamos o que fazemos. Está nas mãos do prefeito decidir se a educação vai ou não parar de vez na próxima segunda", afirma a presidente do SindPMC, Paula D'Albuquerque. A Prefeitura de Cubatão informou, em nota, que as escolas municipais estão abertas e em funcionamento, com horários mantidos e professores em sala de aula.A Administração esclarece que respeita o direito dos trabalhadores à paralisação, mas conta com bom senso dos profissionais da categoria para que não prejudiquem a jornada escolar de seus alunos, visto que as atuais reivindicações dos profissionais desta área do ensino estão em análise judicial.A Prefeitura diz aguardar o desenrolar na referida esfera para concluir eventual análise do que se pede e informa ainda que, no dia de hoje, pagou os salários dos servidores municipais já com o reajuste aprovado de 10,31% sobre o salário do mês, bem como o retroativo.A nota diz ainda que o governo também estuda o pagamento da metade do 13º salário agora em junho para todos os funcionários públicos.