[[legacy_image_104729]] O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez o discurso de abertura da 76ª Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta terça-feira (21). Em sua fala, ele disse ter se comprometido no combate ao coronavírus desde o começo da pandemia - embora sempre tenha defendido tratamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 e voltado a insistir no tema em solo norte-americano. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! "Desde o início da pandemia, apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce. Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial", declarou Bolsonaro. O presidente ainda questionou a recusa de outras nações em aceitar as medidas precoces no combate ao vírus. "Não entendemos por que muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial. A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”. Bolsonaro também declarou que sempre defendeu o combate ao vírus e ao desemprego "de forma simultânea" e com a mesma seriedade. Em tempo, alegou indignação com a obrigação de vacinas e afirmou que seu governo recusa qualquer imposição de imunizantes. "Nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário e qualquer obrigação relacionada à vacina". Além da crise sanitária, Bolsonaro também salientou seu compromisso com os valores cristãos e destacou a importância de defender a democracia. "O Brasil tem um presidente que acredita em Deus e respeita a Constituição. [...] Temos a família tradicional como fundamento da civilização". Ele diz que desde o início de seu governo, o Brasil mudou muito, sem casos "concretos de corrupção", destacando que o país estava "à beira do comunismo". O presidente ainda disse que os protestos de 7 de Setembro, partidários de seu governo, foram os maiores da história do País. Também disse que está comprometido com a defesa dos povos indígenas, políticas ambientais e apoio aos refugiados. Durante o discurso do presidente, ativistas protestaram próximo à sede das Nações Unidas contra as políticas ambientais e econômicas do Governo Bolsonaro. Mais cedo, manifestantes projetaram mensagens em um prédio próximo à Ponte do Brooklyn com os dizeres "Bolsonaro mentirá nas Nações Unidas" e "Bolsonaro está queimando o nosso futuro". Enquanto isso, o presidente do Brasil discursou que "o futuro dos empregos verdes" está no Brasil.