[[legacy_image_63190]] A estudante Gloria Román, de 25 anos, ao ver, no ano passado, pela internet uma notícia sobre denúncias, e posterior pronunciamento do ISP (Instituto de Saúde Pública) do Chile retirando de circulação um lote do anticoncepcional Anulette CD, associou o fato com sua gravidez inesperada, acontecida no ano anterior. "Quando vi a notícia, comecei a investigar. Essas eram exatamente as pílulas que eu tomava antes de ficar grávida", disse Gloria. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Quatro dias depois de anunciar o problema, o órgão constatou que um segundo lote também tinha problemas, e com isso suspendeu o registro do medicamento. Segundo a farmacêutica responsável pelo registro do contraceptivo, os dois lotes com defeito somam 276.890 cartelas. "O mais grave é que ainda faltam muitas informações. Não sabemos, por exemplo, quantas mulheres receberam o medicamento. Temos informações de que desde setembro de 2019 esses anticoncepcionais estavam em circulação", diz Estefanny Molina, advogada na Women's Link, uma organização internacional que acompanha o caso. [[legacy_image_63191]] Aumento de casos Depois do anúncio do contraceptivo Anulette CD, no final de 2020, o ISP suspendeu outros quatro lotes de outras duas marcas, o Minigest e o Conti-Marvelon, pois tinham falhas na substância ativa. O Conti-Marvelon, aliás, é fabricado no Brasil, mas comercializado no Chile. Desde que esses anúncios têm sido feitos, a organização Miles Chile, já recebeu mais de 170 denúncias de mulheres que usavam as marcas apontadas e engravidaram. "A maioria dessas mulheres é jovem, de classe baixa, algumas que já tinham filhos e não desejavam outro naquele momento. Trata-se de uma catástrofe massiva, especialmente porque esses contraceptivos foram distribuídos na rede pública de saúde", relata a advogada da organização, Laura Dragnic. *com informações do UOL