[[legacy_image_232004]] Ao ser nomeado para o comando da pasta de Portos e Aeroportos do futuro Governo Lula, Márcio França se torna ministro com 12 anos de atraso. Em 2010, último ano do mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e após a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) ter sido eleita para a sucessão do petista, França era cotado para o primeiro escalão do mandato que começaria em 2011. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O então deputado federal, que tinha sido reeleito, era cogitado para o Ministério do Turismo. Concedeu entrevista para A Tribuna acerca dessa possibilidade. Na ocasião, declarou que, "qualquer que seja o seu posicionamento (de Dilma), vou apoiá-la". França não foi indicado. O ministro do Turismo acabou sendo Pedro Novais, também deputado federal, filiado ao MDB e representante do Maranhão. Após ter sido preterido para o ministério de Dilma, Márcio França se aproximou do PSDB. Na época, o partido era o principal antagonista do PT na política nacional. Nesse movimento, França se ligou mais estreitamente ao então governador eleito Geraldo Alckmin, que também tomou posse em 2011 para seu terceiro mandato não consecutivo. Nessa gestão, tornou-se secretário estadual de Turismo. França se credenciou à vaga de vice na chapa pela qual Alckmin tentou e conseguiu a reeleição, em 2014. Chegou ao cargo de governador em 2018, quando o então tucano renunciou para disputar a Presidência da República — o vencedor daquela eleição seria Jair Bolsonaro, então no antigo PSL (atual União Brasil). Márcio França foi para o segundo turno das eleições, mas não conseguiu novo mandato: perdeu para João Doria, que era filiado ao PSDB e prefeito de São Paulo. Doria disputaria prévias no partido, anos depois, para disputar o Planalto, mas o PSDB optou por não lançar candidato à Presidência em 2022. Descontente com o PSDB, Geraldo Alckmin — um dos fundadores da sigla, em 1988 — saiu do partido no ano passado. E, a convite de Márcio França, entrou no PSB. Entendimentos político-eleitorais levaram o PT, que lançou Lula pré-candidato à Presidência, a se compor com o PSB. Este indicou Alckmin para vice na chapa do petista. Acabaram eleitos. Geraldo Alckmin foi nomeado coordenador da equipe de transição de governo, e França, designado para o grupo técnico de Cidades dessa equipe. Por isso, tinha pretensão de assumir esse ministério, até o convite oficial de Lula para se tornar titular de Portos e Aeroportos a partir de janeiro.