[[legacy_image_24701]] Uma comerciante de Santa Rita (PB) que zombava, pelas redes sociais, do marido que defendia o isolamento social diante da pandemia do novo coronavírus, viu o companheiro morrer, dias depois, da doença que tanto satirizava. Marco Cirino da Cunha, de 57 anos, sargento reformado da Polícia Militar, morreu na última quinta-feira (30). Silvana Cunha, que possui uma vidraçaria, era ferranha defensora do funcionamento do comércio e criticava bastante o siolamento social. Hoje, porém, ela implora para que as pessoas fiquem em casa. "Há 15 dias, eu escutava o 'Fica em Casa' e zombava. Perguntava quem iria pagar as nossas contas no fim do mês", lamenta. Após a morte do marido, Silvana fechou a loja e foi para o interior junto com o filho do casal, de 10 anos. As palavras 'Fique em casa' são muito pesadas pra mim hoje. Porque eu não fiquei em casa. Meu marido não ficou e infelizmente morreu. Ontem eu senti o peso delas mais ainda conversando com o meu filho", diz. Marco passou a apresentar tosse seca e falta de ar no dia 15 de Abril. Dois dias depois, ele foi diagnosticado com pneumonia e, logo após, chegou a desmaiar de tanta falta de ar. Ele foi entubado e, segundo familiares, tinha comorbidades como diabetes e doença cardiovascular. *Com informações do G1