[[legacy_image_21434]] Quatro anos após uma gravidez não planejada, a dona de casa Loryanne Camargo Dyoninha, 29 anos, de Bagé, no Rio Grande do Sul, deu à luz a segunda filha, desta vez tudo dentro do programado. No entanto, ela acabou engravidando pela terceira vez dois meses após um parto, enquanto tomava anticoncepcional. "A minha primeira gravidez não foi planejada. Eu era muito leiga a respeito de gestação e só fui descobrir que estava grávida com 4 meses. Minha menstruação desceu normalmente, então, não desconfiei”, conta. De forma planejada, ela e o marido tiveram mais uma menina e queriam outro filho. "Em sete meses de tentativas, engravidei. Com quase 43 semanas, nada dela nascer. Fui direto para uma cesárea de emergência. A médica ia começar o parto antes mesmo de a anestesia fazer efeito. Foi estranho, senti falta de ar. Minha filha nasceu no dia 1 de outubro e só consegui tirar os pontos 20 dias depois", diz. O período de quarentena passou e, no final de novembro, Loryanne conta que já estava bem, recuperada e tendo relações sexuais normalmente. "Em novembro comecei a tomar injeção anticoncepcional - um método contraceptivo aplicado mensalmente. Tomei três meses, tudo direitinho. Em janeiro, a menstruação veio, mas notei que estava diferente. Fiquei preocupada e cheguei a desconfiar que estava com algum problema”. Ela conta que fez um teste de gravidez e, quando viu o resultado positivo, sua pressão chegou a baixar. “Passei mal. Pensei: 'Não pode ser!'. Não conseguia acreditar. Meu marido e eu ficamos em estado de choque", lembra. [[legacy_image_21435]] "Fui pra internet pesquisar sobre a possibilidade de um falso positivo por recém ter passado por um parto. Então, comprei outro teste. Novamente deu positivo e, inclusive, indicou que eu já estava com mais de 5 semanas. Fiquei ainda mais chocada e preocupada, principalmente com a minha saúde. Sabia que, por dentro, meu corpo ainda não tinha se recuperado da gravidez anterior. Imediatamente, marquei uma ecografia e retornei ao obstetra", completou. Após o exame, a gravidez foi confirmada. "O médico ficou chocado", conta. "Sempre tive o sonho de ter uma família grande, mas não assim, dessa maneira. Hoje, meu marido está feliz, estamos mais tranquilos, porém, continuo preocupada. Mas tenho fé e espero que corra tudo bem", afirmou. Como é possível? Loryanne afirma saber que é raro engravidar tomando anticoncepcional, e que a amamentação também diminui as chances de engravidar, mas ela acabou sendo exceção. O obstetra Eduardo Sérgio Valério Borges explica que, quanto mais a mãe amamentar, menores são as chances de uma nova gravidez. Apesar das chances diminuírem, elas não são nulas, de acordo com o obstetra. Além disso, "não existe nenhum método contraceptivo que seja 100% seguro", finaliza. *Com informações da Revista Crescer.