[[legacy_image_64572]] Contardo Calligaris, o italiano de olhar atento que levou a psicanálise para o cotidiano do brasileiro ao analisar, em seus textos publicados na Folha de S.Paulo e em seus livros de ficção e não ficção, temas ligados à existência humana, morreu aos 72 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Albert Einstein para o tratamento de um câncer. A informação da morte foi confirmada por seu filho Max Calligaris. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Nascido em Milão, em 2 de junho de 1948, Calligaris cresceu cercado pelos escombros da Segunda Guerra Mundial. Ele iniciou sua formação pelas áreas de letras e filosofia, estudou na Suíça e na França e viveu também em Nova Iorque. Para ele, a psicanálise surgiu primeiro como tratamento, e só depois como profissão. Ele veio ao Brasil pela primeira vez em meados dos anos 1980, para o lançamento de seu primeiro livro de psicanálise: Hipótese Sobre o Fantasma. Foi convidado a voltar periodicamente, para encontros com profissionais. Pouco tempo depois, em 1989, fixou residência aqui e viveu suas últimas décadas em São Paulo, onde se dividia entre o consultório e a atividade intelectual. Sua estreia no romance foi em 2008, com O Conto do Amor, pela Companhia das Letras. Outro romance, Mulher de Vermelho, lançado em 2011 pela mesmo editora, mistura investigação psicanalítica e policial, passado e presente. Os dois romances deram origem à série Psi, produzida pela HBO e que teve quatro temporadas (a mais recente é de 2018) que estão disponíveis na HBO Go. Psi foi criada pelo próprio autor e dirigida por Max Calligaris e Marcus Baldini.