[[legacy_image_68357]] Após viver nove anos em uma casa-lar em Porto Alegre, Jocasta Pacheco Felício, de 17 anos, foi adotada. Sua nova certidão de nascimento foi expedida no mês passado. Agora, seu sonho é estudar Arquitetura e viajar para os Estados Unidos com sua nova família."Agora eu tenho uma família. Agora é a minha vez", diz com empolgação. Ela ganhou o sobrenome de seus pais adotivosCleberton Teixeira Felício, de 44 anos, e Soraia Pacheco de Almeida Silva Felício, de 45. O casal começou a procurar por mais um membro da família há quase três anos. Para dar esse passo, o marido questionou a esposa. "Preciso entender qual é a sua intenção: você quer ser mãe ou quer gerar uma criança?". A garota assumiu a responsabilidade por seus quatro irmãos desde cedo, quando ainda moravam com a mãe biológica, que acabou perdendo a guarda dos filhos por negligência. O pai, ela não conheceu. Todos eles foram adotados, mas ela permaneceu no abrigo. O processo de adoção deJocasta começou em junho do ano passado. Com tudo concluído, o momento é de emoção. "Acho que meu coração vai explodir! Preciso de mais um coração", diz Soraia.Eles chegaram até o perfil de Jocasta noaplicativo Adoção, doTribunal de Justiça (TJ)do Rio Grande do Sul em parceria com o Ministério Público Estadual e aPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). * Com informações de GaúchaZH.