[[legacy_image_337951]] Um ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu milhares de pessoas neste domingo (25), na Avenida Paulista. Chamada pelo ex-chefe do Executivo federal após a operação da Polícia Federal que investiga a suspeita de tentativa de golpe de Estado no país para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a manifestação mostrou que o bolsonarismo mantém a força nas ruas mais de um ano após a saída de Bolsonaro do Palácio do Planalto. O evento, desta vez, foi marcado por falas mais contidas dos líderes políticos em razão de restrições impostas no inquérito da PF pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. No entanto, outros protagonistas, como o pastor Silas Malafaia e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, aproveitaram os discursos de cunho religioso para fazer críticas e mandar recados ao STF. A Secretaria de Segurança Pública do Estado calculou um público de cerca de 600 mil pessoas na avenida, sem registro de incidentes. Bolsonaro foi o último a discursar. Ele disse sofrer uma perseguição que se intensificou depois que deixou a Presidência, no fim de 2022, falou em "pacificação" e pediu anistia a implicados na Justiça pelo 8 de Janeiro. O ex-mandatário negou liderar uma articulação golpista depois da derrota na eleição presidencial (mais informações na pág. A8). Bolsonaro foi um dos alvos da Operação Tempus Veritatis e precisou entregar seu passaporte às autoridades. Intimado a depor na investigação, o ex-presidente compareceu na quinta-feira passada à sede da PF, em Brasília, mas ficou em silêncio. O argumento de Bolsonaro para justificar a convocação do ato foi de usar a ocasião para se defender das investigações Malafaia - que afirmou ter bancado a manifestação na Paulista e se tornou porta-voz do evento nas duas últimas semanas - fez o discurso mais contundente, com ataques ao STF, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Moraes.