[[legacy_image_15116]] O governo paulista registrou nesta terça-feira (7) que 67 pessoas morreram por conta do coronavírus nas últimas 24h, batendo o recorde de fatalidades dentro deste período no Estado. Mesmo que um total de 371 pessoas tenha morrido pela doença, a preocupação do Governo João Doria (PSDB) vem recaindo nesta semana em cidades do interior, onde as medidas de isolamento social vem sendo menos efetivas. Segundo os dados de mobilidade analisados pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), a Covid-19 vem chegando a centros regionais fora da capital paulista a partir dos principais eixos rodoviários e têm potencial para atingir localidades nos arredores em “efeito cascata”. Os pesquisadores da UNESP, que integram o Centro de Contingenciamento do Coronavírus do Estado, se debruçaram sobre vários dados e estudos do IBGE para identificar os principais eixos rodoviários que ligam a capital paulista a outros centros regionais. “Na medida que o tráfego aéreo foi interrompido, essa difusão se dá pelo asfalto por esses eixos e num efeito cascata", explica o professor Raul Guimarães, do Laboratório de Geografia da Saúde na UNESP. O levantamento identificou 12 municípios de médio porte que são o destino da Covid-19: Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Marília, Piracicaba, Santos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e Votuporanga. De acordo com o professor Carlos Magno, epidemiologista da Faculdade de Medicina da Unesp (Botucatu), trata-se, em primeiro lugar, de um “modelo hierárquico”, em que coronavírus faz seus principais “saltos” da metrópole para outras cidades a partir desses eixos rodoviários; e depois, “um modelo de contiguidade”, em que o vírus se espalha para as localidades vizinhas. Entretanto, os indicadores de velocidade mostram que, se antes uma pessoa podia contagiar outros 4,5 indivíduos, essa taxa caiu para 2. “O isolamento social é até hoje a única medida conhecida para reduzir o número de mortes e de internação”, explica. A curva de crescimento no interior, porém, se encontra “duas ou três semanas” atrasada. “O isolamento deve ser feito em todo o Estado, não faz sentido decretar em algumas cidades e em outras não”. *Com informações do El País