[[legacy_image_71858]] Há 12 anos, o servidor público Adílio Bezerra, de 54 anos, cuida da esposa Gláucia, que sofreu um AVC e ficou em estado vegetativo. O casal se conheceu na Paraíba, em 1986, na rádio em que ele trabalhava. Ela tinha uma filha e com um mês de namoro contou que estava grávida do ex-namorado. Adílio assumiu as duas crianças e com ela teve mais dois meninos. Eles se casaram em 1992. O casal tinha um vida normal, até a madrugada de 18 de setembro de 2007. A Gláucia acordou se sentindo mal, e desmaiou ao levantar. Eles foram até o hospital, onde ela teve uma parada cardiorrespiratória que comprometeu o cérebro com a falta de oxigênio. Ela foi entubada e diagnosticada com um AVC isquêmico de ponte. Adílio foi informado que ela não tinha mais do que dez horas de vida. O servidor público acreditou que ela morreria e até se preparou para enterrá-la. A situação foi revertida, mas Gláucia ficou em estado vegetativo persistente. A ex professora não fala, não anda, não escuta e também perdeu os movimentos. Ela respira através da cânula traqueal e se alimenta por sonda, por isso precisou ficar internada no hospital por mais de cinco anos. Adílio, para ficar mais tempo com a esposa, abandonou um de seus dois empregos e aprendeu a trocar fralda, dar banho e a fazer aspiração traqueal. [[legacy_image_71859]] Ele cuida da esposa, corta o cabelo, as unhas, faz depilação, passa protetor labial. Além disso, tenta interagir lendo a Bíblia, cantando. Ele diz que se declara para ela todos os dias. O dia a dia deles é compartilhado nas redes sociais. A história de superação é inspiração para muitas pessoas. O estado de saúde de Gláucia é estável, mas ela segue em estado vegetativo persistente. Ela recebe, a cada seis meses, assistência médica por meio do Programa Saúde da Família. Segundo médicos, não há chance de reversão do quadro dela. Apesar disso, Adílio ainda tem esperanças de uma mudança. Em 12 anos, o servidor público não se relacionou com nenhuma mulher. “Há 12 anos meus filhos estão sem a mãe, e eu sem minha mulher. Sinto falta da vida que tínhamos, da companhia, das conversas e do sorriso dela. Acredito que Deus tem me usado para mostrar que o amor supera todas as dificuldades. Quando me perguntam por que eu não desisto, a resposta é simples e fácil, não desisto porque o amor não deixa”. *Com informações do UOL