[[legacy_image_21657]] O mundo do pequeno Caio, de 6 anos, morador de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, nunca mais será o mesmo após ele ter começado a usar óculos. Ao colocar o acessório, ele se encantou por ter conseguido enxergar seu peixe no aquário a um metro de distância e ver como sua mãe, a operadora financeira Patrícia dos Santos Gabas, de 28 anos, é magra. "Muito fina você tá" e "olha, eu consigo ver o bicho daqui. Olha o olho dele" foram as primeiras frases ditas por Caio a Patrícia logo quando colocou o óculos, no dia 22 de abril. "Tá muito legal", comentou, emocionante a mãe e a avó. O garoto tem 2,5° de astigmatismo e 1,5° de miopia. Patrícia conta que fez todos os exames solicitados pelo pediatra quando Caio nasceu, incluindo o teste do olhinho. Porém, nada de errado foi detectado. A suspeita de que ele poderia ter um problema de visão apareceu quando ele começou a ser alfabetizado. Uma professora disse à família que ele estava com dificuldade para enxergar. No entanto, em casa, ele não apresentava comportamento diferente em relação a isso. Quando ele chegou ao primeiro ano do ensino fundamental, outra professora fez o alerta. Foi, então, que a família o levou ao oftalmologista, que constatou que ele tinha baixa visão. "Foi realmente constatado que ele é uma criança que não enxerga quase nada", revelou Patrícia. A princípio, a mãe se sentiu culpada por não ter percebido antes a dificuldade do filho, mas a médica explicou que é normal só perceber a baixa visão na idade escolar, porque quando o grau é alto, a criança se acostuma a ver o mundo da maneira que "aprendeu". *Com informações do G1