[[legacy_image_5694]] Desaparecido desde janeiro, Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), está em São Paulo. A informação é da revista Veja, que relata, em uma reportagem publicada nesta sexta-feira (30), que o ex-funcionário de Bolsonaro realiza tratamento no Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein. De acordo com a publicação, que ao longo dos últimos três meses, seguiu pistas e entrevistou dezenas de pessoas, Queiroz reside no Morumbi, o mesmo bairro da Zona Sul da capital paulista onde se encontra o Einstein. O ex-assessor raramente sai de casa e realiza tratamento contra o mesmo câncer no intestino que o levou para a mesa de cirurgia no fim do ano passado, pouco antes de virem a público as denúncias de movimentação suspeita, na ordem de R\$ 1,2 milhão. em sua conta na época em que trabalhava para Flávio Bolsonaro. Sua última aparição pública havia sido no mesmo hospital, em 12 de janeiro, quando postou um vídeo na internet em que dançava durante a recuperação de uma cirurgia. A revista informou que, segundo uma pessoa próxima, a operação não resolveu o problema do tumor. O nome de Fabrício Queiroz começou a ficar conhecido no fim de 2018, quando o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou as movimentações suspeitas em sua conta. De acordo com o Ministério Público, os valores são fruto de um sistema de coleta e de repasse de dinheiro de funcionários do gabinete do senador Flávio Bolsonaro, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. O órgão identificou também emissão de cheques, no total de R\$ 24 mil. para a conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Inicialmente, Queiroz mencionou que o dinheiro era oriundo de lucros de vendas de carros usados e, depois, disse que recolhia parte dos salários dos funcionários do gabinete a fim de contratar mais gente para a equipe do chefe, sem conhecimento do próprio. No caso de Michelle, os depósitos seriam para quitar um empréstimo pessoal concedido a ele por Jair Bolsonaro. Em público, o clã Bolsonaro procurou se distanciar do ex-policial, incluindo o presidente, de quem Queiroz é amigo desde o início dos anos 80, quando se conheceram no serviço militar da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio. *com informações da revista Veja