[[legacy_image_10183]] O embaixador Ernesto Araújo se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira (29), para entregar o cargo. A informação foi repassada ao Estadão por pessoas que acompanham a discussão sobre a saída. Araújo passou pouco mais de 800 dias à frente do Itamaraty e vinha sendo contestado dentro e fora do governo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Araújo cancelou compromissos com autoridades estrangeiras para discutir seu futuro. Ele foi chamado de última hora por Bolsonaro no Palácio do Planalto.Auxiliares diretos do ministro consideram que a situação é 'irreversível'. Ele também cancelou a reunião geral com secretários, após ser convocado ao palácio. O encontro estava previsto para ocorrer às 12h, até que o ministro recebeu o chamado presidencial. A pressão sobre Araújo aumento no domingo (28) após o ministro acusar a senadora Kátia Abreu (Progressistas-TO) de fazer lobby de chineses durante almoço com ele no Itamaraty. Com isso, ele forçou novo embate entre o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A tese dos interesses chineses por trás da queda de Ernesto Araújo já vinha sendo apontada nos bastidores por aliados do ministro no goberno e militantes conservadores nas redes sociais. A declaração do ministro no Twitter foi interpretada como gesto 'suicida' e uma forma de construir uma versão para justificar sua saída do cargo.