[[legacy_image_100314]] O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quarta-feira (8) que todas as doses da CoronaVac que foram interditadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não apresentaram efeitos colaterais nas pessoas em que foram aplicadas. A agência reguladora interditou 25 lotes do imunizante, que foram envasados em um laboratório não autorizado. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Durante entrevista coletiva, Doria e integrantes do Governo do Estado reforçaram a qualidade da vacina. O governador ressaltou que aguarda a liberação da Anvisa para aplicar as doses interditadas na população. "São Paulo não registrou nenhuma intercorrência em lotes da CoronaVac suspensos pela Anvisa. Todas as doses passaram por rigoroso controle. A qualidade da vacina CoronaVac é incontestável. A própria Anvisa já se pronunciou nesse sentido", disse Doria. O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, explicou os motivos que levaram à interdição dos lotes. Dimas reafirmou que a vacina é segura, já permitindo o uso em crianças, citando os exemplos da China e do Chile. [[legacy_image_100315]] "Esse último lote (interditado) foi envasado em uma fábrica nova, que não havia sido visitada pela Anvisa. O instituto criou uma necessidade de acertar com a Anvisa a certificação dessa nova unidade. A segurança dessa vacina já permite o seu uso em crianças. Isso já acontece na China e agora também vai acontecer no Chile", afirma o presidente do Butantan. A decisão da Anvisa fez com que 25 lotes da CoronaVac acabassem bloqueados por pelo menos 90 dias. O próprio governo estadual já havia dito que 4 milhões de doses desses lotes foram aplicadas em São Paulo. O secretário de Estado de Saúde, Jean Gorinchteyn, recomendou que os municípios monitorem, por 30 dias, pessoas que receberam as doses interditadas. Ele voltou a reforçar a segurança e qualidade da CoronaVac. "A população pode ficar absolutamente tranquila quanto à qualidade desse lote que foi mantido em suspensão pela Anvisa. Orientamos os municípios que têm essas doses para que estejam acompanhando a evolução desses pacientes nos próximos 30 dias. Nenhum dos pacientes que recebeu esses imunizantes apresentou qualquer reação mínima", declarou o secretário.