[[legacy_image_229615]] Cientistas publicaram, nesta quarta-feira (14), um estudo na revista científica Proceedings of the Royal Society B, que detalha descrições anatômicas dos órgãos sexuais das cobras fêmeas, até então pouco estudados. Eles concluíram que as fêmeas possuem clitóris. A descoberta trouxe à tona a hipótese de que elas possam seduzir os parceiros e até ter prazer no acasalamento. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Isso porque, segundo Megan Folwell, doutoranda na Universidade de Adelaide, na Austrália, a estrutura fica na parte de baixo da cauda do animal, próxima das glândulas odoríferas, que são usadas para atrair o macho. Ela iniciou seu estudo em uma cobra-da-morte (Acanthophis antarcticus). A cientista e seus parceiros acabaram verificando a mesma característica em outras variedades de cobras. Ela também destacou uma possibilidade de haver sedução e prazer. As cobras machos normalmente se enrolam na cauda das parceiras e fazem pressão durante a cópula. Justamente no local onde foi localizado o clitóris. "Este é um comportamento que pode indicar que as cobras machos estão estimulando a fêmea", afirma Megan. Um total de nove espécies de cobras já foram estudadas pela equipe, e apresentaram as mesmas características, apenas variando o tamanho e formato do clitóris. Megan revelou que passou a procurar pelo órgão sexual feminino por sempre encontrar dificuldade em aceitar que o órgão masculino, chamado de hemipênis, já era estudado há muito tempo, enquanto pouco se sabia sobre o feminino. O órgão masculino é invertido para dentro do corpo, bifurcado, e se comportam como espinhos ou ganchos para prender o macho à fêmea. [[legacy_image_229616]] A descoberta de Megan e sua equipe faz com que teorias comecem a surgir, como a possibilidade da cópula envolver a atração, estimulação e até mesmo prazer entre as cobras. Até então, era pensado que o acasalamento era um ato forçado pelo macho. "As cobras machos são tipicamente muito agressivas durante o acasalamento e a fêmea sempre se mostra mais serena. Essa descoberta traz realmente uma nova possibilidade", finaliza Megan. *com informações de bbc