[[legacy_image_26811]] Após a Itália ultrapassar o número de mortos pelo coronavírus na China, pacientes mais velhos que foram internados em hospitais e ficam praticamente sozinhos pedem por uma chance de se despedir dos familiares. Por conta do isolamento, há pouca informação sobre o que acontece dentro das unidades de saúde. No entanto, uma entrevista recente com Francesca Cortellaro, médica do hospital San Carlo Borromeo, em Milão, retratou o pesadelo que vivem os pacientes infectados com a Covid-19. Ela relata a tristeza de ver os pacientes morrendo sozinhos, e contou à imprensa italiana que uma idosa lhe havia pedido que visse a neta pela última vez antes de morrer. Então, Cortellaro pegou o telefone e ligou para ela em vídeo. "Elas se despediram. Logo depois, ela se foi", contou. A história comoveu o mundo, e militantes do Partido Democrático na Zona 6 de Milão começaram uma iniciativa para que os idosos possam se despedir de seus entes queridos por meio de 20 tablets, distribuídos no Hospital San Carlo, e que realizam videochamadas. A iniciativa foi chamada "o direito de dizer adeus". Um dos líderes do projeto é o vereador do Partido Democrático Lorenzo Musotto. Por meio de sua conta no Facebook, o político disse que "a ideia de não ser capaz de dizer adeus me machuca mais do que a própria morte e existem outros locais com idosos, hospitais e asilos, onde não há mais a possibilidade de dizer adeus", disse ele. Ele também pediu que mais tablets fossem doados para esses pacientes. "Estou profundamente convencido da importância de máscaras, luvas, máquinas, mas o direito de dizer adeus não deve ser menos importante", finalizou. * Com informações da BBC