[[legacy_image_289785]] O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a pedido da acolheu pedido da Polícia Federal. A medida, divulgada pela Globonews, se refere à investigação sobre o suposto esquema de venda de joias presenteados ao ex-chefe do Executivo em razão de seu cargo, baseada na Operação Lucas 12:2. A operação já atingiu o entorno do ex-presidente: o general Mauro César Lourena Cid - pai de Mauro Cid -, o criminalista Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro, e o tenente Osmar Crivelatti, ex-ajudante de ordens do então presidente. Também ontem, a revista Veja afirmou que Mauro Cid deve confessar que vendeu as joias recebidas pelo ex-chefe em agendas oficiais, transferiu o dinheiro para o Brasil e entregou os valores em espécie para Bolsonaro. A informação foi confirmada pelo advogado Cezar Bitencourt para a Veja. Durante a semana, o advogado, que acabou de assumir o caso de Cid, deu sinalizações nesse sentido. As tentativas de vender as joias só foram paralisadas após o Estadão revelar, em março, que auxiliares de Bolsonaro tentaram entrar ilegalmente no Brasil com um kit com colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes entregues pelo governo da Arábia Saudita para o então presidente e Michelle Bolsonaro. Cid vai justificar que cumpria ordens diretas do ex-chefe do Executivo e vai apontá-lo como mandante do esquema.