[[legacy_image_165678]] Mais conhecido por ter sido baterista da banda Foo Fighters, pode-se dizer que Taylor Hawkins também dava aulas particulares de bateria. Morto poucas horas antes de subir no palco do Festival Picnic Estéreo, em Bogotá, o músico conta com uma legião de fãs que preferiu não acreditar, por um momento, no noticiário do dia 25 de março. Um deles foi seu “aluno”: o baterista Erick Manrique, de 37 anos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Comecei a tocar bateria aos 13 anos, nunca tive um professor que me ensinasse. Aprendi vendo vídeos sentado no sofá de casa. Prestava muita atenção e imitava os movimentos dos meus bateristas favoritos. Um deles era o Taylor”, explica Manrique. Se Erick hoje vive o sonho de tocar em uma banda, ele deve isso a Taylor Hawkins, uma de suas maiores inspirações – se não a maior. “O que dizer quando o cara que é um dos responsáveis por você tocar se vai?”, escreveu o “aluno” de Hawkins em uma homenagem ao baterista nas redes sociais. Como se fosse hojeMesmo após 25 anos, Manrique se lembra exatamente de como viu seu ídolo pela primeira vez. “Lembro que em meados dos anos 90, quando eu tinha 11 anos, estava assistindo ao Programa Livre (antigo programa de televisão do SBT, apresentado por Serginho Groisman) e um cara na banda chamava a atenção com sua técnica e pegada na bateria. Esse cara era o Taylor, na época baterista da Alanis Morissette”. Embora Hawkins já lá atrás chamasse a atenção na banda de Alanis, Manrique virou fã de carteirinha do baterista quando ele entrou para o Foo Fighters. “Em 1997 ele entrou para o Foo Fighters, que tem como vocalista o ex-baterista do Nirvana, Dave Grohl. Ver dois bateristas sensacionais em uma banda foi como um sonho, principalmente para alguém que toca esse instrumento”. O adeus“Acordei para ir trabalhar e logo vi uma mensagem de um amigo me avisando que o Taylor Hawkins havia falecido. Como muitos amigos sabem que eu sou fã da banda, ao longo do dia recebi mais mensagens. Quando você acompanha a carreira de alguém desde o começo e descobre que aquela pessoa faleceu, a sensação é de que foi um amigo seu que se foi. Um sentimento horrível”, diz Erick. Em 2015, conseguiu assistir a sua maior inspiração ao vivo e em cores, no estádio do Morumbi, em um show do Foo Fighters. “Foi um show realmente emocionante pra mim, que irei guardar pra sempre na memória”. Além da devoção de Manrique pela pessoa de Hawkins, ele também admirava a maneira carismática que o músico tocava. “Busco seguir esse mesmo exemplo”, explica.