[[legacy_image_259039]] Aos 32 anos, Janaína Femenias Alberto é funcionária pública e a única mulher atuante como coveira no cemitério de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Responsável por realizar sepultamento, cortejo e exumação, ela não mede esforços para se destacar em seu trabalho e enaltecer o poderio feminino: “Eu quis mostrar que era capaz”. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo Janaína, apenas três mulheres passaram por essa função no cemitério. A primeira, devido a problemas de saúde, teve que ser realocada. A segunda, não gostava do dia a dia como coveira e prestou concurso para trocar de área. Sendo assim, atualmente, Janaína é a única mulher na equipe. “O trabalho exige muito do físico. É um serviço bem puxado e totalmente braçal. Tenho que carregar bastante peso e até subo em andaimes.” A funcionária pública conta que no início, as pessoas achavam que ela não iria conseguir e que na primeira oportunidade desistiria do emprego. OportunidadeMãe jovem, a servidora pública não conseguiu terminar seus estudos. Em 2019, por incentivo de uma amiga, ela prestou concurso um concurso para encontrar um emprego que não exige estudo completo. No ano de 2022, sua vida mudou: Janaína foi aceita para trabalhar no cemitério. “Eu nunca tinha sido registrada. Trabalhei apenas em casas de família. Então, oficialmente, esse foi o meu primeiro emprego”, relata. Perda de pesoA mulher contou que quando chegou ao cemitério, pesava 120 kg. A rotina de trabalho era tão pesada, que de início, diversas dificuldades surgiram. “Meu corpo sentiu demais, muitas vezes não tinha vontade de comer, nem conseguia. Aproveitei a situação e comecei a fazer jejum intermitente, e como o serviço exige muita movimentação, comecei a emagrecer. Ando muito por aqui, não paro um minuto”. Em 10 meses, Janaína eliminou 40 kg. “Adotei um novo estilo de vida e mudei em todos os aspectos”, diz orgulhosa. Como sua rotina exigia muito do físico, o trabalho incentivou a mudança da servidora pública que alega com total clareza: “Isso não é momentâneo, quero levar para a minha vida. Não quero restrições, apenas prezo pela reeducação alimentar e pela prática de exercícios físicos. Passar vontade não é uma alternativa”. InspiraçãoJanaína conta que estava sem perspectiva de vida, estava apenas sobrevivendo. Hoje, ela se sente motivada e cada vez mais feliz por ter encontrado o significado da vida. “Espero que minha história sirva de inspiração para muitas pessoas. Quero passar a elas que tudo é possível e que ainda há tempo para viver. Nunca é tarde”. Ela diz estar aproveitando ao máximo sua nova fase e que já tem planos de terminar seus estudos e fazer uma faculdade. “Me sinto motivada. Todos esses obstáculos me fortaleceram. Meus amigos e minha família se orgulham de mim, e eu também”.