[[legacy_image_214117]] Um motorista de aplicativo xingou e tentou agredir uma mulher grávida, após uma discussão durante uma viagem, no último sábado (8), na Rua Evaristo da Veiga, no bairro Campo Grande, em Santos. A vítima, a empresária Scarllaty Ferreira dos Santos, de 28 anos, alegou que ele estava com uma arma e tentou agredir um homem que se envolveu na discussão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em entrevista para A Tribuna, a vítima explicou que tudo começou com uma dificuldade na comunicação entre os dois, pois o motorista é português. O homem de 65 anos fazia um caminho errado e não gostou de ter sido corrigido pela mulher. “Ele continuou dando volta e entrando na rua na contramão. A gente começou a discutir, porque, além de ele estar andando na contramão, ele não aceitava o que eu estava falando, que ele tinha errado. Ele começou a me xingar dentro do carro”, conta. Os xingamentos causaram estresse na vítima e sua mãe, que estava ao seu lado durante a corrida. “Minha mãe começou a ficar nervosa e pediu para ele parar. Ele parou e continuou me xingando. Eu desci na frente, ele abriu a porta do carro e desceu atrás de mim para puxar o meu cabelo e me agredir. Minha mãe, que estava vindo atrás, viu e puxou ele pela camisa”, relembra. Neste momento, Scarlllaty e sua mãe gritaram por ajuda na rua. Algumas pessoas que estavam por perto se aproximaram e se envolveram na discussão. Um dos homens gravou parte do ocorrido. (veja no vídeo mais abaixo) “Ele entrou dentro do carro para abrir o porta-malas. Ele tentava pegar alguma coisa no porta-malas, mas a gente não sabia o que era. De tanto a gente gritar pedindo ajuda, dois rapazes pararam para ajudar a gente e o afastaram”, diz. A empresária conta que um dos rapazes se aproximou do motorista e viu que ele tinha uma faca, enrolada em um pano branco. Neste momento, ela relatou que o motorista tentou esfaquear o homem. As pessoas se aproximaram para ver a ação e ele fugiu com o carro. “A minha preocupação era o bebê. Minha mãe conseguiu segurar ele por várias vezes. Todas as vezes que ele tentou me agredir, ela conseguiu segurar e isso provavelmente deve ter me ajudado, mas o trauma fica. Dá medo de pedir um Uber, de andar sozinha. E tenho que sair para trabalhar, não tem jeito”, conclui. Scarllaty contou também que, quando foi registrar o boletim de ocorrência, foi notificada que ele já teria sido acusado de tentar agredir uma cunhada da mesma forma. Ela postou um relato de alerta nas redes sociais e afirmou que outra mulher, que não queria ser identificada, a procurou e relatou ter vivido uma situação parecida. A vítima conta que recebeu uma ligação de uma representante da Uber e a mesma estornou o valor da corrida, mas não informou se ele havia sido desligado. RespostaEm nota, a Uber informou que "considera inaceitável e repudia qualquer ato de violência contra mulheres e defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro". Além disso, a empresa afirmou que "acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza". Desta forma, a conta do motorista foi desativada assim que a empresa tomou conhecimento do episódio. "A Uber também encoraja que as mulheres denunciem qualquer violência às autoridades competentes e permanece à disposição para colaborar com as investigações, na forma da lei". A Uber ainda informou que segurança é uma prioridade, por isso, "inúmeras ferramentas atuam antes, durante e depois das viagens para torná-las mais tranquilas, como, por exemplo: o compartilhamento de localização, gravação de áudio, detecção de linguagem imprópria no chat, botão de ligar para a polícia, entre outros".