[[legacy_image_48802]] O livro 'Tempo de Cura' da Monja Coen - um dos principais nomes do zen-budismo no Brasil - reflete sobre a importância do exercício diário de introspecção não só para o bem estar interior, mas também para a melhora de questões políticas, sociais, espirituais e ambientais. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_J6TmLcLk5rM]] Em entrevista exclusiva para ATribuna.com.br, ela fala sobre as questões que permeiam a obra, traz dicas sobre como controlar os pensamentos e fala sobre a importância da meditação. Confira os detalhes na videorreportagem acima. Segundo Coen, o coronavírus e sua indiferença com classe, idade e status social evidenciou como ações individuais têm interferência não só na sociedade, mas também no planeta. “A covid-19 nos fez perceber que somos um só, um só corpo com tudo o que existe no planeta. Esse é o tempo de fazer as mudanças, do egoísmo, do pensamento pequeno, do ‘eu’ em primeiro lugar, e trocar a palavra ‘ego’, pelo ecossistema, perceber que nós somos esse todo, somos ‘coexistentes’ ’’. A monja chama atenção para outros males que afetam o ser humano, além do vírus que assola o planeta - a ganância, raiva e ignorância. Características que, segundo Coen, devem ser revistas de modo a perceber por quais fatores surgem e são estimuladas. Para isso, propõe um olhar atento para os próprios sentimentos, emoções e pensamentos. Ademais, faz um convite para o valor da meditação, cujo primeiro passo é a respiração consciente, que abre espaço para reorganização dos pensamentos. [[legacy_image_48803]] “Nós podemos escolher o que estimular nas nossas conexões neurais. Se a gente pode fazer musculação e escolher quais músculos estimular, da mesma forma podemos perceber, por meio de processos meditativos, quais são as áreas do cérebro e tipos de neurônios podem ser trabalhados. Então, eles podem ser do bem, da ternura e sabedoria - elementos essenciais para a transformação de uma cultura de violência para uma cultura de não-violência”. Processos que segundo Coen, podem ser obtidos pelos pés fixos no presente. “A vida sempre faz a gente se reequilibrar, o tempo todo está se reequilibrando - ficar em pé ou sentado exige equilíbrio. Então, a gente tem que seguir esse fluir da vida (...). É só por meio do desequilíbrio que o equilíbrio será possível".