[[legacy_image_28078]] O cenário político da Baixada Santista para os próximos quatro anos está nas mãos dos eleitores. As políticas públicas que afetam diretamente os moradores das nove cidades depende de prefeitos e vereadores que serão escolhidos neste domingo (15), entre 7 e 17 horas. Nas cidades onde houver segundo turno, o chefe do Executivo só será confirmado no próximo dia 29. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! São 1.371.693 mil eleitores aptos a votar na região, que podem escolher entre os 80 candidatos a prefeito e 2.956 postulantes às câmaras, considerando todos os municípios da Baixada. Definir a futura composição dos poderes Executivo e Legislativo das cidades tem uma influência muito grande na vida das pessoas. “O voto é a maior ferramenta de transformação que o cidadão possui. Se todos fizéssemos uma reflexão do impacto para os próximos quatro anos na cidade em que moramos, o quanto influencia no dia a dia de cada um de nós, com toda certeza isso teria um peso diferente hoje”, afirma Leandro Matsumota, professor universitário de Direito Constitucional e Ciências Políticas. Matsumota lembra que os eleitos serão responsáveis por áreas como transporte, limpeza urbana, saúde, educação, emprego na pós-pandemia, fundamentais para a rotina das pessoas nas cidades. Para o cientista político Marcelo Di Giuseppe, o voto é a única participação democrática dos brasileiros. “Hoje as pessoas falam o que querem na rede social, mas não tem como mudar algo pelo Twitter. As decisões da democracia são tomadas em salas de Brasília, do Governo do Estado, nas prefeituras e câmaras. O voto é uma das poucas oportunidades de o brasileiro dar seu palpite”. O cientista político lembra, porém, que ainda falta consciência ao eleitor. “A maioria não tem o mínimo conhecimento de quem são os candidatos, não se aprofundam. Existe um distanciamento da vida política da cidade. Além disso, o eleitor é egoísta: se quer tirar a feita do bairro, vota em quem promete isso, mesmo que seja um candidato ruim”. A professora universitária e cientista política Clara Versiani afirma que o voto é uma parte importante da ação política do cidadão e que deve ser pensado como forma de mudanças a longo prazo, porque as ações tomadas nos próximos anos afetam as futuras gerações “Existem muitas razões para desconfiar, se decepcionar com os partidos, as ideologias, as propostas. Tudo aquilo que talvez a gente tenha sonhado e não tenha se concretizado. Mas não é pela omissão que as cosias vão se transformar”, diz Clara. A historiadora e socióloga Jacqueline Quaresemin de Oliveira acredita que se o voto fosse facultativo, menos da metade dos eleitores participariam. “A percepção que a população tem da política e dos parlamentos em geral é bastante negativa, pois há muito não representam os interesses populares”, afirma. Jacqueline aponta uma série de problemas para chegar a essa conclusão. Para ela, o Estado é excludente, o sistema jurídico é inacessível à maioria da população e a saúde pública é precária. Além de problemas estruturais, como moradia e saneamento. “Devem ser construídas outras formas de democracia e participação política, pois a que aí está não responde mais às complexas comunicações em redes digitais”, diz ela. Quanto ao voto, a socióloga ressalta; “é de extrema responsabilidade, pois esses representantes terão que gerir recursos de diversas naturezas, com forte impacto sobre a vida de todos”.