[[legacy_image_195869]] O mercado de apartamentos usados em Santos segue aquecido de acordo com imobiliárias. O diretor comercial da R3 Real Estate, Sthefano Lopes, afirma que o primeiro semestre foi excelente e, neste mês, as vendas ficaram estáveis. Outro que comemorou o ano positivo para o segmento de usados é o sócio-diretor da LRCarvalho Estratégia Imobiliária, Lucas de Carvalho. “A procura por imóveis usados em Santos continua sendo um dos carros-chefes do nosso mercado”, afirma. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O segmento de usados funciona como uma espécie de termômetro do mercado imobiliário. Isso porque ele é fundamental também para o setor de imóveis novos, pois os recursos da venda dos antigos acabam em parte sendo usados para adquirir unidades na planta ou recentemente concluídas. No nicho dos imóveis usados mais procurados pelos compradores, entre os destaques está o de médio padrão. Para Sthefano, isso acontece pelo motivo de a Cidade contar com poucas construções verticais de baixo padrão devido ao custo elevado de terreno. De acordo com ele, os gráficos de vendas dos últimos 12 meses mostram uma crescente para o médio padrão, sendo mais negociadas as unidades entre R\$ 350 mil e R\$ 500 mil. Segundo o diretor comercial da R3 Real Estate, o preço médio desses apartamentos em Santos se altera de acordo com a localização. No Gonzaga, a média chega a R\$ 7.539,27 por metro quadrado. Na Ponta da Praia e Boqueirão, o valor cai respectivamente para R\$ 7.084,72 e R\$ 6.956,03. A vantagem do segmento de usados é a variedade de tamanhos, padrões e opções de serviços e de lazer aos potenciais compradores. “Isso vale para a necessidade de um espaço maior, com opções de lazer e conforto dentro do próprio condomínio”, afirma Carvalho. Ele acrescenta ainda pontos importantes a serem considerados, como segurança e custo-benefício do imóvel. Sthefano Lopes conta que o mercado se movimenta muito em razão dos interessados em adquirir um imóvel novo que, para reduzir o financiamento, abatem os valores com os apartamentos usados. Nos últimos meses, o Banco Central acelerou a alta da Selic, os juros básicos da economia, que refletiram nas taxas do financiamento imobiliário, com muitas linhas hoje por volta de 12% ao ano. A solução tem sido utilizar ao máximo recursos próprios, como de investimentos financeiros ou da venda de um imóvel usado, para tomar um volume menor de crédito do sistema bancário. Já Carvalho diz que o momento acaba sendo influenciado pelo cenário desafiador do País. Para ele, o financiamento ainda é a saída mais utilizada pelos clientes, seja por uma necessidade financeira ou no intuito de não se descapitalizar.