[[legacy_image_213940]] Fernando Haddad (PT), que concorre ao governo de São Paulo, esteve em Santos nesta terça-feira (11). Entre vários compromissos, ele visitou a sede do Grupo Tribuna, onde concedeu entrevista ao JT1 e ao jornal A Tribuna. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Durante a entrevista, o petista falou sobre sua estratégia para o segundo turno. O candidato ficou atrás de seu adversário, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por uma diferença de 1.544.856 votos e precisa reverter essa desvantagem para ser eleito. "Não sou da tese de que é outra eleição. Você leva o seu capital político para o segundo turno. Isso tem uma força. Se você não errar, aquilo vira um piso para a votação que você vai ter. Acontece de alguém perder votos do primeiro para o segundo turno, mas é raro. O que é novo no segundo turno é que as forças políticas se rearrumam, os discursos tornam mais cristalinos e ficam mais claras as diferenças entre as propostas", afirma. Haddad também comentou sobre o panorama geral das Eleições de 2022, sobre como o cenário de polarização prejudica a votação. O candidato evidenciou como as fake news estão se tornando parte de campanha eleitoral e se tornou trabalhoso combater essa desinformação. "Sinceramente, o que eu acho que está em jogo, hoje, no Brasil e em São Paulo, não é tanto as propostas, mas uma guerra subterrânea dividindo os brasileiros, e que não deveria acontecer. Tem essa indústria maldita de fake news, e isso ocupa muito mais nosso tempo do que aperfeiçoar nosso plano de governo. O que preocupa as campanhas é isso, o fato de que se instaurou no Brasil uma guerra de versões, das mais estapafúrdias. Não é simples lidar com isso, porque não é algo às claras. Funciona estimulando o medo, a discórdia, a divisão", conclui. Porto de SantosSobre a desestatização do Porto de Santos, o petista se mostrou preocupado com a desindustrialização. Haddad teme que o cais santista vire um mero despachante de commodities. "É o risco que está ocorrendo com o modelo de privatização que está em curso, onde se privatiza a Autoridade Portuária. Tem uma série de problemas que precisam ser discutidos e são técnicos, não são simples de se explicar. É preciso saber em quais modelos esse projeto se inspirou".