A trombose pode ser dividida em dois tipos: aguda e crônica (Pixabay) A trombose é a formação de coágulos em veias profundas, geralmente nas pernas, que bloqueiam o fluxo sanguíneo e causam inchaço e dor. O risco mais grave ocorre quando o coágulo se desprende e migra pela corrente sanguínea, provocando uma embolia, que pode atingir órgãos como pulmões, cérebro ou coração, resultando em complicações sérias. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A condição costuma ocorrer após cirurgias, lesões ou longos períodos de imobilidade, sendo mais comum em procedimentos ortopédicos, oncológicos e ginecológicos. Embora afete mais mulheres, homens também podem desenvolver a doença. Entre os 20 e 40 anos, a incidência é maior entre elas devido a fatores de risco como uso de anticoncepcionais e gravidez. Quais são os tipos de trombose? A trombose pode ser dividida em dois tipos: aguda e crônica. Na forma aguda, o organismo consegue eliminar os coágulos espontaneamente, restabelecendo o fluxo sanguíneo sem deixar danos ou causar complicações mais sérias. Já a versão crônica acontece quando, mesmo após a dissolução natural do coágulo, permanecem sequelas nas veias. Essas alterações comprometem as válvulas internas responsáveis por garantir o retorno do sangue ao coração. Como consequência, o paciente pode desenvolver inchaço, varizes, escurecimento e endurecimento da pele, além de feridas e outros problemas circulatórios, segundo o Ministério da Saúde. Quais os sintomas da trombose? A trombose venosa profunda pode não apresentar nenhum sintoma. Quando surgem sinais, os mais comuns incluem: Dor; Calor; Vermelhidão; Rigidez da musculatura na região em que se formou o trombo. Pacientes que passam por cirurgias ortopédicas, como procedimentos no joelho, quadril ou em casos de trauma (como fraturas), estão entre os mais vulneráveis. Entre os sinais que podem indicar a presença de coágulos sanguíneos estão: Uma dor diferente da dor da cirurgia Vermelhidão ao longo da perna (que aparece de repente ou inchaço que está piorando) Inchaço na perna (que apareceu de repente ou inchaço que está piorando) Aumento da temperatura (calor) da perna que está doendo Respiração curta e rápida e palpitações, podendo acontecer algum desmaio Tosse com sangue Dor no peito ou nas costas (que não é comum) Quais as causas? A formação de coágulos nas veias pode estar associada a diversas causas e fatores de risco, muitos deles evitáveis. Por isso, é fundamental manter um estilo de vida saudável, realizar exames periódicos e seguir o acompanhamento médico, conforme recomenda o Ministério da Saúde. Entre os principais fatores associados ao problema, estão: Uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal; Tabagismo; Ficar sentado ou deitado muito tempo; Hereditariedade; Gravidez; Presença de varizes; Idade avançada; Pacientes com insuficiência cardíaca; Tumores malignos; Obesidade; Distúrbios de hipercoagulabilidade hereditários ou adquiridos; História prévia de trombose venosa. Diagnóstico e tratamento O diagnóstico da trombose começa com uma avaliação clínica baseada nos sintomas do paciente. Para confirmação, exames como ultrassonografia, exames de sangue, venografia, ultrassom vascular (Eco Color Doppler), tomografia e ressonância magnética podem ser solicitados. Uma vez confirmada, a condição exige tratamento imediato, com foco em três objetivos: impedir o crescimento do coágulo, evitar que ele se desloque para outras partes do corpo e reduzir o risco de novos episódios. As abordagens incluem o uso de anticoagulantes, heparina em casos graves, inserção de filtros em veias abdominais e o uso de meias de compressão para aliviar o inchaço. Como se prevenir? A prevenção envolve cuidados simples, tanto no pós-operatório quanto na rotina diária. Manter o corpo em movimento, praticar atividades físicas regularmente, hidratar-se bem e adotar uma alimentação equilibrada são atitudes essenciais. Outras recomendações incluem evitar o tabagismo e o consumo de álcool, controlar o peso, usar meias elásticas em casos de insuficiência venosa (com orientação médica) e seguir as orientações da equipe de saúde sobre exercícios e medicações. Em caso de dúvidas sobre tratamentos preventivos, é importante consultar um profissional.