Trombofilia pode potencializar a formação de coágulos sanguíneos em veias profundas, como nas pernas (Imagem ilustrativa/Pexels) A trombofilia é uma doença caracterizada pelo aumento da propensão a desenvolver coágulos sanguíneos nas veias ou artérias. Ela ocorre em razão de problemas no sistema circulatório, que podem levar a complicações graves, especialmente com gestantes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com protocolo clínico elaborado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), a forma mais comum da trombofilia é o chamado tromboembolismo venoso (TEV). Ele pode desencadear complicações, como a trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP). O protocolo clínico indica ainda que as gestantes são mais propensas a desenvolver TEV do que as mulheres não grávidas. Durante a gestação, a trombofilia pode causar aborto precoce ou morte do feto. O diagnóstico de trombofilia pode ser feito através de rastreamento laboratorial, mas o Conitec alerta que o procedimento não é indicado para todas as gestantes. O mesmo deve ser feito apenas em duas ocasiões: gestantes com história pessoal de TEV (com ou sem fator de risco e sem teste prévio), e gestantes com história prévia de alto risco de trombofilia hereditária em parentes de primeiro grau. A condição também pode ser definida por uma série de características. Confira cinco delas. Tendência aumentada à formação de coágulos sanguíneos (trombose) – A principal característica da trombofilia é a predisposição do organismo para formar coágulos de sangue de forma anormal, especialmente em veias profundas (como nas pernas). Causa genética ou adquirida – Pode ser hereditária, com mutações como Fator V de Leiden ou mutação da protrombina, ou adquirida, como na síndrome do anticorpo antifosfolípide. Eventos trombóticos recorrentes – Indivíduos com trombofilia frequentemente têm episódios repetidos de trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar, muitas vezes em idade jovem ou sem fatores de risco aparentes. Complicações na gravidez – Mulheres com trombofilia podem ter abortos espontâneos recorrentes, pré-eclâmpsia, restrição de crescimento fetal ou descolamento prematuro da placenta. Diagnóstico por exames laboratoriais específicos – A investigação inclui testes para proteínas anticoagulantes (como proteína C, proteína S, antitrombina III), mutações genéticas e anticorpos antifosfolípides.