MSN, Paint, Movie Maker e Explorer foram muito utilizados em um passado recente (Reprodução) Você se lembra do som do MSN entrando? Do Paint aberto depois da escola? Do Internet Explorer levando você ao Orkut? Se essas memórias despertam alguma coisa aí dentro, você faz parte de uma geração que viveu o começo da era digital com intensidade, curiosidade e encanto. Uma época em que o computador da casa era quase um altar. Uma tela cheia de possibilidades. Onde a gente aprendia, brincava, criava, se conectava — e se emocionava. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os programas do Windows não eram apenas softwares. Eram portais. Pequenas janelas para mundos que a gente estava apenas começando a explorar. E, por mais que a tecnologia tenha evoluído, é impossível não sentir uma pontada de saudade ao lembrar deles. Hoje, muitos desses ícones que marcaram nossa vida digital foram descontinuados ou simplesmente caíram no esquecimento. Mas o impacto que deixaram segue vivo — e merece ser lembrado. A seguir, uma homenagem aos 5 programas do Windows que ajudaram a escrever a nossa história com o computador — e que, mesmo fora de uso, continuam imortais na memória de quem viveu esse tempo. 1. MSN Messenger: onde a internet tinha alma Nada nunca mais foi como o MSN. Era onde a gente se conectava com o mundo — e com a gente mesmo. Trocávamos confidências, paqueras, frases enigmáticas no status. Enviávamos "nudge" para chamar atenção e fazíamos listas de contatos como quem montava um mural da vida. O MSN foi muito mais que um mensageiro. Foi o coração da adolescência online. E mesmo tendo saído de cena em 2013, ele permanece como símbolo de uma era em que conversar era um ritual, não só uma notificação. 2. Paint: o primeiro editor da sua criatividade Não importa se era um rabisco malfeito ou uma arte feita com orgulho: o Paint foi o primeiro contato de muita gente com o universo da criação digital. Era onde se desenhava com o mouse, recortava imagens de sites, colava no Word e fazia montagens que hoje seriam virais. Simples, direto, leve — o Paint era acessível como um papel em branco. E, apesar de ter sido modernizado com IA, perdeu aquele charme analógico que só os anos 90 e 2000 sabiam oferecer. 3. Windows Media Player: quando ouvir música no PC era um evento Você lembra das ondas coloridas dançando na tela? Aquela visualização hipnótica que transformava qualquer MP3 em uma experiência visual? O Windows Media Player era mais do que um reprodutor. Era o palco das trilhas sonoras da nossa vida. Foi com ele que gravamos CDs, criamos playlists, sincronizamos nossos primeiros MP4s e descobrimos a mágica de ouvir música no computador. Hoje, com o streaming, tudo é mais rápido — mas perdeu-se algo no caminho: o ritual de preparar o som. 4. Internet Explorer: a porta de entrada para o mundo Lento, limitado, cheio de bugs... talvez. Mas foi com o Internet Explorer que muita gente teve o primeiro contato com a internet. Ele nos levou ao Orkut, ao UOL, aos joguinhos em Flash, às primeiras pesquisas de escola copiadas e coladas. Seu ícone azul era mais do que um navegador: era um passaporte para o desconhecido. E mesmo aposentado oficialmente em 2022, o IE é um símbolo do início da jornada online para milhões de brasileiros. 5. Movie Maker: onde os vídeos mais toscos se tornaram especiais Cortar, colar, colocar trilha, fade in, fade out. O Movie Maker era quase mágico. Permitia criar filmes de viagem, homenagens para o aniversário da avó, clipes com fotos e frases com Comic Sans. Era simples — e por isso mesmo, genial. Hoje, a edição de vídeo virou profissão. Mas foi no Movie Maker que muita gente descobriu a paixão por contar histórias visuais. E isso, nenhum CapCut consegue substituir. O que ficou além dos ícones Esses programas talvez não estejam mais instalados em nossos computadores — mas seguem muito bem instalados na nossa memória emocional. Foram eles que nos ensinaram a navegar, criar, editar, conversar. Eles moldaram nossa relação com a tecnologia de forma quase afetiva. Em uma época onde tudo muda rápido, lembrar desses softwares é também lembrar de uma versão mais simples, mas não menos intensa, da nossa conexão com o mundo digital. Uma versão em que cada clique carregava descoberta. Cada programa, uma aventura.