O grupo, criado na Abase, não é um projeto terapêutico mas de proposta cultural e de pertencimento (Divulgação) A Vila do Teatro (Praça dos Andradas, 35, Centro, Santos) irá receber neste sábado (15), um dia de arte e inclusão, com a apresentação do Maracatu Calunga, primeiro grupo de baque virado da região formado somente por pessoas com deficiência. Mas a programação é bem mais ampla. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Criado na Abase-Centro Dia Santos, o projeto não é uma intervenção terapêutica, mas proposta cultural de garantia de direitos e pertencimento aos deficientes. Foram meses de oficinas, ensaios e formação cultural desenvolvidos com pessoas com deficiência intelectual, pessoas neurodivergentes, pessoas com deficiência física, baixa visão e baixa audição para que todos estejam no palco, sábado. “Minha expectativa é mostrar, na prática, que acessibilidade não é apenas garantir a entrada, mas também permanência, participação e protagonismo. A iniciativa fortalece a cultura popular, amplia a presença das pessoas com deficiência nos espaços culturais e contribui para políticas de inclusão mais efetivas e permanentes”, diz Carla Sousa, terapeuta ocupacional, idealizadora e responsável pelo projeto. Já a Abase reúne uma rede de artistas e profissionais de saúde, educação e cultura, interessadas em promover inclusão e acesso a práticas de auxílio ao desenvolvimento e bem-estar de pessoas com deficiência. Programação 13h: funcionamento do Espaço Ancestral Sensorial 13h40: apresentação do livro Orun Mirim, com o escritor Kaike Senna 14h40: roda de conversa sobre acessibilidade cultural, com participação de profissionais da Abase e Mestre Danillo Mendes (Nação Maracatu Encanto do Dendê). Mediação de Thais Quaresma 16h20: Projeto Bokhi - Performance Gingada Brasileira, com Emerson Queiroz e Juliana Ferraz 17h20: apresentação do Maracatu Calunga, sob a regência de Carla Sousa 18h30: vivência aberta de maracatu, conduzida pelo Mestre Danillo Mendes (Nação Maracatu Encanto do Dendê)