A realidade virtual está em harmonia com a arte e as reminiscências (Divulgação) Um espaço físico, real, com obras e memórias, dialogando com a realidade virtual – tudo para aprofundar as reminiscências do autor – no caso, Marcus Vinícius Vasconcelos. Essa é a instalação Eu, Meu Avô e os Bois, no Museu da Imagem e do Som de Santos (Av. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias), de sábado até 6 de março. “Convido o público a experimentar um pouco da minha subjetividade. Um espaço em que materializo parte das memórias doídas que vivi com meu avô. É uma experiência em que o exercício obsessivo da animação, do desenhar um frame, um após o outro, nos propõe a refletir sobre a relação entre padrões de gênero e saúde mental”, explica Marcus. A narrativa se estabelece na relação entre um adulto e as memórias de infância vividas com seu avô bipolar, transformando traumas e fluxos de pensamento em um ambiente físico e virtual – compartilhado pelo público. Diferente de experiências típicas de realidade virtual (VR) que buscam o hiper-realismo, Eu, Meu Avô e os Bois aposta em um estilo de ilustração em imagens bidimensionais, fugidio, ressaltando os caminhos da subjetividade e estimulando reflexões. A visitação será de segunda a sexta, das 14h às 19h30, e aos sábados, das 14h às 18h. Oficinas O projeto oferece ainda duas oficinas gratuitas, na segunda-feira e no dia 3 de março, das 14h30 às 17h30. Ministrada pelo artista Marcus Vinícius Vasconcelos, o encontro apresenta aspectos teóricos e práticos do uso de animação em rotoscopia para produção de conteúdo em Realidade Virtual, além do processo criativo e de realização da exposição. São 10 vagas por data. Para inscrever-se, acesse o link.