Aos 88 anos, e mais de 60 de carreira, Moacyr passou por várias fases (Divulgação) Cantor, humorista, diretor, ator, compositor, apresentador. Nos palcos e nas telas, Moacyr Franco já fez de tudo. Aos 88 anos, o mineiro de Ituiutaba volta a Santos nesta quinta-feira (15), às 21 horas, no Teatro Municipal Braz Cubas (Av. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias) para rever essa trajetória no show Esse Amor Ainda É Tudo – nome inspirado em uma das canções mais emblemáticas não só de sua carreira, como de sua vida. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Numa noite em Guarulhos, no circo Madri, chovia muito, era perto da meia-noite, eu estava cantando para umas 15 pessoas”, contou Moacyr em um vídeo de seu show, disponível nas redes sociais. “Era muita amargura, muita decepção. Quando terminei o show, as pessoas me abraçavam, sorriam e eu não sabia nem o que responder”. Foi quando entrou um homem alto, ensopado pela chuva, sorrindo. Ele era de uma dupla sertaneja e pediu para gravar uma canção obscura do repertório de Moacyr: Seu Amor Ainda É Tudo. O visitante? João Mineiro, da dupla com Marciano. Na voz dos sertanejos, a canção vendeu 2,5 milhões de discos. “Naquela noite, minha vida estava mudando”. Era 1987. Moacyr renascia como artista ao final de um mandato como deputado federal (1983-1987). “Não roubei, nunca aproveitei as facilidades do poder. Saí sem nada, perdi tudo e passei a viver de shows a quem ninguém dava atenção”, contou em entrevista ao Jornal do Brasil, em 2018. João Mineiro e Marciano ainda gravaram outras músicas de Moacyr, com igual sucesso. Por acaso Além de cantar, no show desta noite Moacyr também conta essa e outras histórias. Nada mal para quem topou com a vida artística quase por acaso. Ainda menino, após o então primeiro grau, começou a trabalhar em uma oficina de pintura que produzia cartazes e letreiros. Um dia, o maestro da Orquestra Tapajós chamou o rapaz para dar um trato nas estantes do teatro onde ensaiavam. Moacyr ficou encantado com a música. O menino então propôs pintar as estantes em troca de cantar com a orquestra. Começou e não parou mais: ganhou concurso de melhor cantor na Rádio Difusora de Uberlândia e conseguiu trabalho na Rádio Clube Ribeirão Preto, onde conheceu Manuel de Nóbrega, que o levaria para a tevê, ao programa Praça da Alegria, em 1959. Marchinha Graças ao seu personagem Mendigo, cujo bordão era “me dá um dinheiro aí”, o Brasil ganhou uma de suas marchinhas de Carnaval mais populares, gravada pelo próprio Moacyr. Ao longo da carreira, acumulou os palcos com a tevê. Ganhou 42 discos de ouro, por canções como Balada Número Sete, em homenagem a Mané Garrincha, e Turbilhão (A Nossa Vida é um Carnaval), já na década de 1970. Os ingressos para o show desta noite custam entre R\$ 70,00 e R\$ 140,00 e estão à venda pela internet.